Contenda 2015

•4 / 12 / 2015 • Deixe um Comentário

 

Introdução

A campanha da Contenda de 2015 prolongou-se mais que o período habitual das suas antecessoras. O baixo nível de água registado no Verão de 2015, devido à situação de seca que se fez sentir, foi aproveitado para tentar aceder a zonas geralmente inundadas da gruta. Assim sendo os trabalhos prolongaram-se para lá do Verão tendo entrada já Outono adentro. Os trabalhos realizados foram os seguintes:

  • Reforço das equipagens dos poços
  • Equipagem da galeria SPE 66
  • Nivelamento topográfico da galeria SPE 66
  • Escalada de duas chaminés na galeria SPE 66
  • Verificação do nível de água no interior da gruta
  • Exploração e topografia de novas zonas na galeria SPE 66
  • Topografia de zona seminundada na galeria do Rio

 

Fotografia 1: A estreia de Victor Lourenço na Contenda.

 

Galeria do Rio 

Os trabalhos na galeria do Rio permitiram topografar mais cerca de 26m da zona seminundada desta galeria, aproveitando o baixo nível de água que se fez sentir durante o Verão. O troço agora topografado já havia sido mergulhado em 2011, mas não tinha sido então topografado. De notar o esforço da equipa de topografia que com a ajuda de alguns flutuadores e a custo de banhos gelados acrescentou mais algumas dezenas de metros à topografia da gruta.

Fotografia 2: O nível da água na galeria do Rio 8/8/ 2015

 

Galeria SPE 66

Cedo se percebeu que o baixo nível de água que ainda cedo no Verão se mediu no poço terminal da galeria SPE 66 deixava antever a possibilidade de se aceder às zonas mergulhadas em 2009 e possivelmente mais além do término dessa exploração. Grande parte do Verão foi passada em peregrinação a este poço, medindo o nível da água e acompanhando a sua constante, embora irregular descida.

Fotografia 3: O nível da água no poço terminal da galeria SPE 66 a 8/8/2015

As atividades sucederam-se quase semanalmente com um grande esforço dos espeleólogos que após 3h de um duro caminho encontravam um nível de água cada vez mais baixo, mas ainda assim a passagem parecia não querer abrir. A meio de Setembro, parte da passagem estava já aberta, mas as primeiras chuvas quase deitaram tudo a perder. O nível da água subiu nos sifões, da parte superior da gruta, e no poço terminal da galeria SPE 66. A passagem voltou a fechar por completo, porém as equipas persistiram no seu esforço.

 

Fotografia 4. Uma das equipas a preparar-se para entrar

A 3 de Outubro o nível de água no poço terminal da galeria SPE 66 havia baixado o suficiente para permitir a passagem para a zona mergulhada em 2009. A equipa constituída por Pedro Robalo, Pedro Sabino e Telmo Miguel, transpõe a passagem, com o nível da água a não facilitar a tarefa, a equipa atinge e ultrapassa o limite do mergulho de 2009 e depara com um sifão. O nível de água no sifão não atinge o teto e a equipa supera também este obstáculo, a gruta continua mais uns metros e termina num outro poço, preenchido com água, mas no qual se antevê a continuação submersa da galeria. A equipa topografou de imediato o novo troço. A zona terminal da galeria SPE 66 dirige-se de modo grosseiro para Norte e tem uma extensão de 43 metros. O novo poço foi atingindo na véspera de chuvas fortes que impediram a continuação das explorações. A gruta de Moinhos Velhos dista agora em linha recta cerca de 30m da Contenda. A passagem que permite o acesso do antigo poço terminal ao novo troço foi baptizado de passagem Rui Pinheiro 2009 em memória do espeleomergulhador que primeiro a transpôs em 2009 em mergulho.

Os trabalhos na galeria SPE 66 foram além da exploração do poço terminal. Foram também escaladas duas chaminés desta galeria, na esperança de encontrar um bypass ao poço terminal, porém as chaminés não apresentam continuações significativas. O nivelamento da galeria SPE 66 e a exploração da sua zona terminal permitiram concluir que o nível de água, que se observa no antigo poço terminal da galeria SPE 66, no novo poço terminal é de fato o nível freático.

 

Filme 1 : Filme da passagem do poço terminal da galeria SPE 66

Fotografia 5: A equipa que passou o poço terminal da galeria SPE 66

Galeria do sifão lateral 

A galeria do sifão lateral foi também alvo de algumas incursões. O objetivo era o de verificar o nível de água, na esperança de que se atingisse novas zonas não exploradas em 2009. Apesar da descida do nível de água não foram encontradas continuações significativas daquela galeria, esta continua a acabar num sifão, com o nível de água mais baixo do que o registado em 2009. De salientar que os sedimentos encontrados na zona terminal da galeria são agora semelhantes a “areias movediças”, com muita argila e não a areia limpa que se encontrou em 2009. Um outro aspeto significativo foi que a tentativa de penetrar num pequeno troço de galeria que se inicia junto ao sifão terminal desta galeria fracassou devido á presença de Dióxido de Carbono. O ar pesado fazia-se já sentir mesma antes do sifão terminal. Curiosamente em 2009 não se notou a presença de Dióxido de Carbono nesta galeria.

Filme 2: Um dia a medir níveis

Espeleometria

A topografia atualizada da gruta encontra-se em anexo. Os dados espeleométricos atualizados são: extensão total: 1792m, profundidade: 96m, ponto mais alto:+17m, ponto mais profundo: -79m. Estes dados são dados em relação à boca da gruta.

contenda_topo-2015

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Fig 1. Topografia da gruta

Conclusão   

A campanha da Contenda de 2015, aproveitando os baixos níveis de água, que se fizeram sentir no Verão de 2015, permitiu explorar e topografar zonas até agora desconhecidas. A zona parcialmente inundada da galeria do Rio foi de novo topografada, tendo o baixo nível da água permitido acrescentar mais 26m de galeria. A galeria SPE 66 foi o principal alvo dos trabalhos, tendo-se ultrapassado o até agora poço terminal e acrescentado mais 43m à gruta. O novo término da galeria SPE 66 é agora um outro poço, também inundado e num fundo do qual se vê a continuação submersa da galeria. E a gruta de Moinhos Velhos a apenas 30m em linha recta da Contenda.

  

Fig 2. Poligonais da Contenda , da gruta de Moinhos Velhos e outras grutas do polje de Minde.

Futuros trabalhos

Depois dos trabalhos de 2015 a galeria do Rio permanece como a zona mais inexplorada da Contenda, e quiçá com mais potencial, mas os trabalhos nesta galeria terão de ficar para outra campanha, que se tem esperança que seja em breve.

Agradecimentos e participantes

Agradecemos o apoio institucional dado pela Federação Portuguesa de Espeleologia e a todos os espeleólogos que com o seu esforço e dedicação permitiram o sucesso dos trabalhos.

Os trabalhos de 2015 contaram com espeleólogos das seguintes associações (por ordem alfabética): AESDA, ARCM, CEAE-LPN, GEM, GEMA, NEL, SAGA e SpeleoKlub Warszawski.

Os trabalhos de 2015 contaram com a participação dos seguintes espeleólogos (por ordem alfabética):

André Reis, Alexandre Leal, Andreia Monteiro (superfície), Beatriz Domingues, Bruno Pais, Carlos Gomes, Denise Fialho, Élio Ferreira, Flávio Lucas, Florbela Silva, Hélio Frade, Iza Palygiewicz, João Paulo Lopes, Luís Meira, Marco Matias, Marco Messias, Paulo Campos, Paulo Rodrigues (superfície), Pedro Aguiar (superfície), Pedro Pinto, Pedro Robalo, Pedro Sabino Koch, Rudi Lopes, Rute Agapito, Samuel Lopes, Sofia Morais, Telmo Miguel, Tiago Matias e Victor Lourenço.

Para Além do Parque – Trabalho intenso e frutuoso….

•13 / 11 / 2015 • Deixe um Comentário

 “A sombra é maior que a luz sempre que rejeitares o que te seduz”

27ª  a  40ª Saída.

6 Junho/  17 Outubro 2015                                                  Reguengo do Fetal, Batalha.

 

Exploração, Desobstrução, Bombeamento de sifões, topografia, recolha de imagens.

Realização de curso de Nível I.

Elementos presentes: André Reis, Hélio Frade, Alexandre Leal (G.E.M.), Marco Messias, José Ribeiro, Micael Silva, Pedro Pinto, Sandra Lopes (G.E.M.), Andreia Monteiro, Felipe Neves, Cláudia Ferraria, Fernando Pires, Pedro frade, Carlos Gomes (G.E.M.), Sr. António Neto, Sr. Fernando Lucas, Sr. Horácio Sousa, Miguel Ribeiro, Cátia Messias, Zé Frade, Zé Parrinha.

Encontramo-nos quase sempre no Reguengo do Fetal no café do costume e sempre com muito entusiasmo e foi sempre com esse mesma alegria que ali no terreno sobranceiro, trocamos de roupa e nos preparamos tantas vezes para as aventuras que se seguiram.

Muitas nódoas negras fizemos naquelas passagens manhosas que nos guiaram a locais de grande beleza, muita pedra e argila foi tirada para que nos sentíssemos “quais astronautas” a chegar a um novo planeta. A alegria foi sempre contagiante a cada metro de nova gruta que fomos “conquistando”. Muito frio passamos naqueles momentos de espera em que quais “croquetes”, fruto da argila molhada agarrada ao fato com o toque da areia por cima de tudo isto, mais 5kg cada um, hihihhiihi. Mas foi assim que conseguimos “levar o barco a bom porto”.

Ficam aqui algumas fotos de momentos épicos da nossa exploração para mais tarde recordar.

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O bombeamento do sifão que tanto trabalho nos deu (muita logística de equipamento para o colocar em funcionamento), mas que poucos metros de nova gruta nos deu a conhecer….

chamine 4.17

A chaminé C6 de onde provinha a corrente de ar que nos chamou a atenção e que após varias incursões de desobstrução nos deu acesso a zona a que chamamos “Virgem Traiçoeira”. Foi um poço desobstruído de baixo para cima, muitas vezes com um pé de cabra preso a um cabo e entalado a blocos e já cá em baixo e em segurança a malta puxava e BRUUUMMMM….. uma chuva de calhaus.

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Por vezes chegamos quase a exaustão, a trabalhar em condições bastante adversas mas sempre nos apoiamos uns nos outros, muitas vezes com brincadeiras dignas de qualquer criança, mas que nos faziam sorrir e sentir que tínhamos sempre um ombro amigo por perto.

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Após a “Virgem Traiçoeira” estávamos novamente numa zona fóssil, mas continuava e continuava… após varias desobstruções chegávamos a diáclase com vários patamares (Rosariformes para os entendidos), mais um pouco a frente voltamos a encontrar o leito do rio e que alegria….. estávamos a descobrir o desconhecido e a acrescentar muitos e muitos metros de nova gruta!!!!

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A passagem do “S do Senna”, que a seguir ao tramo do rio numa conduta fóssil nos ligou a mais uma nova sala e quem sabe poderá estar ali a cereja em cima do bolo…. na foto  o Picatchu na sua 1ª tentativa depois da desobstrução feita.

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Nunca foi fácil, mas também se o fosse já estava feito. Muitos falam, mas poucos fazem e essa foi também sempre a nossa grande força , nunca deixamos de tentar……

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Aqui nesta zona de onde provem a agua que molda  as paredes brancas e esculpidas, sonhamos como nunca até então…. que belo local e que força que molda estas formações rochosas fruto do tempo e dos elementos…..

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Aqui no final deste tramo, onde deparamos com varias fraturas compridas e estreitas de onde vêm as aguas. Enfim quem sabe um dia com outros meios e tecnologias consigamos chegar ao grande deposito de agua…..

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E finalmente como pretendido o 1º curso Nível I de Espeleologia, realizado na nascente do Buraco Roto.

André, Picatchu, Chouriço.

Perfil desdobrado, Buraco roto.

Perfil desdobrado, Buraco roto.

Projetado para A1, perfil desdobrado Buraco Roto:

buraco rotoS.2015

Amigos, tem sido de facto um prazer partilhar convosco estas nossas aventuras deste nosso hobby, que tanto gostamos. Sabemos também que não conseguimos agradar a todos, enfim pelo menos partilhamos e damos a conhecer o maravilhoso mundo subterrâneo tantas vezes destruído por negligencia e interesses económicos. Cabe-nos a nós essa difícil missão de o preservar, mas nunca se esqueçam que para explorar uma cavidade tem que se ter formação para vossa proteção e da própria cavidade.

Abraço e um dia destes encontramo-nos numa gruta qualquer…..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para Além do Parque – Em força no Buraco Roto

•6 / 11 / 2015 • Deixe um Comentário

 “A sombra é maior que a luz sempre que rejeitares o que te seduz”

25ª, 26ª Saída.

23/24 Maio 2015                                                                  Reguengo do Fetal, Batalha.

 

Bombagem de Sifões, exploração e desobstrução do Buraco Roto.

Apresentação dos trabalhos efetuados no Buraco Roto a População.

 

Elementos Presentes: José Ribeiro, Hélio Frade, André Reis, Pedro Frade, Pedro Pinto, Micael Silva, Sofia Figueiredo, Joanaz Melo, Raúl Pedro, David Pereira (Escovinha).

Dia 23

Uns daqui e outros dali lá nos encontramos todos no terreno que dá acesso ao Buraco Roto as 9.30h. Alegria, vontade e toda a minha gente a retirar os materiais para o bombeamento de água, mas a cereja no topo do bolo era o gerador “novinho”.

Bela maquina.....

Bela maquina…..

Enquanto nos equipávamos o Escovinha lá foi colocando combustível na máquina e…. Brrrruuuuuummmmm, música para os nossos ouvidos.

A caminho....

A caminho….

A tarefa seguinte foi levar tudo para a cavidade (133kg de equipamento), com muito suor e dinâmica as 11h estávamos a bombear água do pequeno tramo que dá acesso a “Passagem da Lengalenga”. Passado algum tempo e com a passagem desimpedida, tivemos de recolocar a bomba de água, pois como calculado a passagem para onde estávamos a enviar água ficou “impraticável”, hihihhihi, aquilo é que foi uma labuta.

Todos queriam ajudar....

Todos queriam ajudar….

14.30h todos cá fora, apanhar um pouco de sol e conversa com jornalista de jornal de Leiria. Não havia muito tempo para conversa pois o objetivo do dia era levar equipamento para a ponta de exploração, bem lá a frente. Assim foi enquanto uns arrancaram por ali fora carregados que nem uns “alardes”, os outros “alardes” dali para fora com o material de bombagem, hihihihihihi!!!

Uns mais cedo e outros mais tarde as 19.30h estávamos todos na casa do peregrino no Reguengo, para uma bela jantarada organizada pelo Sr. Horácio e o Sr. António Neto. Que bom que estava tudo, desde já os nossos sinceros agradecimentos.

Todos muito atentos....

Malta muito atenta…..

Com as forças já retemperadas dirigimo-nos para o salão paroquial onde as 21.30h apresentamos a Ilustre população do Reguengo do Fetal, quem eramos e o que estávamos a fazer na Freguesia. Com salão cheio, passamos um bom bocado e terminamos em apoteose após a passagem de fotos em 3D.

Dia 24

Após bom e merecido descanso e com equipa reduzida, seguimos para a cavidade.

Já cá estamos.....

Já cá estamos…..

Como verificado no dia anterior, reparamos que em relação ao ano passado a zona que vai desde a passagem do lançamento até ao sifão se encontra praticamente sem areia, temos agora outro pensamento da forma como a água se movimenta quando em carga, nesta zona da cavidade. Apesar de receber alguma água das chaminés já identificadas a grande força de água aparenta vir do sifão, pois a forma como os sedimentos estão depositados antes e depois deste, assim o indica.

Relax.....

Relax…..

Bom como combinado atacou-se a Chaminé “C6” perto da estação 4.17, após escalada o Pica, foi agora subindo uma pequena rampa com bastante pedra solta tornando a zona instável, já com o André rapidamente e após aviso se formou cá em baixo um cone de dejeção com os calhaus que foram caindo. Seguiu-se outra desobstrução, mais arriscada mas controlada. Lançamento de pé de cabra com cabo, desalojando uns blocos que tapavam a continuação. Uffff, badummmmmm…… mais calhaus cá em baixo. Bom a passagem deu acesso a uma galeria em forma de diáclase, bem alta. Já com o Pinto, verificaram uma probabilidade de continuação mas em que se perde a corrente de ar que anda ali as voltas.

As 16h, André, Picatchu e Pinto já restavam na entrada (Chouriço e Frade sairam mais cedo), e seguiram até ao Reguengo onde ainda foram a festa do Espirito Santo. Pimba assim é que é, cansados mas felizes e com a noção que muito trabalho nos espera nas próximas semanas, hihihhihi, venha ele e que nos traga muitas alegrias!!!!!!

 

 

30 Maio                                                                                 Reguengo do Fetal, Batalha.

 

Desobstrução e Exploração do Buraco Roto.

Elementos presentes: André Reis, Hélio Frade, Micael Silva, Marco Messias, Cláudia Ferraria, Alexandre Leal (G.E.M).

A equipe reúne-o no Reguengo do Fetal junto ao largo da fonte, com as pressas do costume que o dia passa rápido.

A equipa.

A equipa.

9.30h, seguimos para o Buraco Roto onde nos equipamos a rigor e avançamos montanha a dentro, a 30m um pouco antes do 1º poço, fomos surpreendidos por um coelho que corria a nossa frente, tentamos apanha-lo, mas desapareceu que nem o Houdini…

Após passarmos a passagem da lengalenga, retificamos a montagem na cabeceira do P11 evitando assim o roço que efetuava na corda.

É por ali....

É por ali….

Fomos avançando e explicando aos camaradas que estavam pela primeira vez na parte nova da cavidade o que fizemos o que descobrimos e onde trabalhamos. Chegados ao sifão da parte nova, dividimo-nos em duas equipas:

Equipe 1 – André, Cláudia, Alexandre.

Sifão.

Tirar agua do sifão a balde não é nada fácil, tendo em conta que nos molhamos completamente e as posições de trabalho eram más, muito más…..

Fomos alternando, queríamos saber se tirando 200 ou 300 litros se notaria muito no nível da água. Depois de algumas horas a tirar água e areia o Alexandre entra água a dentro e ficamos com a ideia que o sifão é largo o suficiente para passar-mos, basta tirar água. Fica para a próxima atividade.

 

Bom começamos o caminho de regresso, as 18h, estávamos fora muito tipo croquetes, vai-se lá saber porque.

Equipe 2 – Picatchu, Micael, Marco.

Chaminé C6.

Chegados ao destino começamos a retirar alguns blocos na chaminé com muito jeitinho, pois a zona é bastante perigosa. Estávamos a desmantelar um teto em caos de blocos de varias dimensões!!!! E assim foi devagar, devagarinho “quase sem falar-mos uns para os outros, sem respirarmos….”

Depois de toda a zona estabilizada, já em cima fizemos uma pequena pausa para o almoço “rápido”, porque queríamos avançar na gruta, estávamos numa sala nova, com algumas formações e um canal de teto, onde parecia haver uma pequena corrente de ar, identificado demos uma pequena vista de olhos e dirigimo-nos para o lado oposto, onde seguimos por meandro daqueles bem apertadinhos, uufff, tivemos que por mãos a obra. Criadas as condições para seguirmos e entretanto chegou o André que contou as novidades do sifão, levando consigo o Micael.

Ficamos mais um pouco na zona do meandro onde batemos numa parede de lama com um pequeno buraco onde se via espaço do outro lado, tarammmmmmmm……

Decidimos abrir com as próprias mãos, o tempo estava a ficar curto, eram 17.30h, sair e não sair ficava tarde, mas a passagem começou a abrir e os nossos olhos já viam uma “sala de se perder a vista”. Decidimos dar uma espreitadela rápida, começamos a, gatinhar, rastejar, andar num lindo meandro cavado com areia na base e não terminava!!!! Até que batemos na parede, pensamos ter andado 150 a 200mt. Entretanto numa lateral onde as paredes estavam polidas da água, na sua base mais areia e as paredes com lindas formas trabalhadas pela força da água dos invernos. Avançamos cerca de 15mt até encontrarmos água, não conseguimos perceber de onde vinha, a água pelos tornozelos ficou logo suja!!!

Alegria imensa no final do dia....

Alegria imensa no final do dia….

Bem todos contentes pela nova descoberta, regressamos e saímos da gruta, o cansaço já se notava bem e as 19.30h juntamo-nos ao resto da equipe que esperava ansiosa pelas novidades e assim foi. Contamos as novidades e pormenores, estávamos todos eufóricos e SIGA JANTAR A TI MARIA PARA COMEMORAR!!!!!!

Picatchu, André, Chouriço.

Planta, Buraco Roto.

Planta, Buraco Roto.

Projetado para A1, Planta Buraco Roto:

buraco rotoP 2015

Amigos, a vida passa com coisas boas e más, mas o que fica É ISTO QUE VAMOS FAZENDO!!!!!

Abraço…..

 

 

 

Para Além do Parque – Sempre a abrir……

•29 / 10 / 2015 • Deixe um Comentário

 “A sombra é maior que a luz sempre que rejeitares o que te seduz”

24ª Saída.

1/2 Maio 2015                                                                               Chainça, Leiria.

                                                                                       Reguengo do Fetal, Batalha.

 

Exploração, topografia no Algar da Chainça.

Prospeção, exploração, topografia do Algar da Chainçinha.

Topografia da Gruta Buraco dos Ossos.

Topografia da Lapa da Trepadeira.

topografia do Abrigo da Trepadeira.

Verificação dos níveis pluviais da Gruta Buraco Roto.

Recolha de fotos em 3D da Gruta Buraco Roto.

Elementos presentes: José Ribeiro, Hélio Frade, André Reis, Sandra Lopes, Adriano Silva, Marco Messias, Pedro Pinto, Cláudia Ferraria, Alexandre Leal (G.E.M.), Sr. António Neto, André Cardoso, Miguel Ribeiro.

Dia 1

Encontrámo-nos em Fátima, abraços e beijinhos, comida no papo e siga para a Chainça. Às 10.30h já estávamos a equipar-nos.

Ao trabalho...

Ao trabalho…

Descemos e seguimos para a zona conhecida por nós como “meandro de teto”. Alguma lama depois lá estávamos nós a topografar para de seguida recuperarmos o equipamento que ali se encontrava há já algum tempo.

Ali em cima....

Ali em cima….

Enquanto uns iam saindo, pois o Miguelito já estava impaciente e com a ajuda da Sandra, subiu o Algar como já fosse um homenzinho.

Os outros seguiram até à zona por nós conhecida como zona da desobstrução, onde se verificou o poço, por ali não há caminho possível, mas no topo existe uma fresta por onde se sente a circulação de ar: mais trabalhinho, hihihhihihihi.

Aqui não dá!!!

Aqui não dá!!!

16h e todos fora do Algar; como era cedo decidimos ir procurar o Algar da Chainçinha, ali perto e identificado há já uns anos, mas entretanto o terreno foi remexido e os eucaliptos e mato cresceram, mas com persistência conseguimos lá chegar.

Ora aqui está....

Ora aqui está….

Interessante este Algar, estende-se por uma fratura que vem no sentido da continuação do Algar da Chainça e prolonga-se sempre pela mesma, tem uma conduta de teto sempre bem visível.

Momento de descontração.

Momento de descontração.

Fizemos o nosso trabalho e às 18h já estávamos nos carros. Seguimos para o espeleobarracão, organizamos as nossas coisas e fomos repor as energias no Restaurante “O Pôr-do-sol”, com amigos ali de Vilar dos prazeres.

Dia 2

Encontrámo-nos todos no Reguengo do Fetal, mais beijos e abraços e rapidamente nos dividimos em duas equipas:

Hélio Frade, Pedro Pinto, André Cardoso – Verificaram que o nível da água no Buraco Roto estava na “Passagem da Lengalenga” e recolheram imagens para apresentação de trabalho. Às 17h estavam no exterior bem molhadinhos, hihihhihi.

André Reis, Sandra Lopes, Cláudia Ferraria, José Ribeiro, Miguel Ribeiro, Sr. António Neto, Alexandre Leal (G.E.M.) – Iniciámos com a topografia da Gruta dos ossos.

É aqui....

É aqui….

Trabalhinho terminado e almoçámos ali na base do Vale da quebrada, que com o mato limpo é um belo sitio para o piquenique.

13h e seguimos para o Vale dos Ventos onde topografámos a Lapa da Trepadeira e o Abrigo da Trepadeira.

Bela vista.

Bela vista.

Às 17.30h todos juntos no Reguengo onde participámos na “Festa da sopa”, de seguida seguimos cada um ao seu destino, mas de barriguinha cheia, hihihihihi, de Sopa e de Espeleologia.

Abraço

Picatchu, André, Chouriço.

Planta, Algar da Chainçinha.

Planta, Algar da Chainçinha.

 

Perfil desdobrado, Algar da Chainçinha.

Perfil desdobrado, Algar da Chainçinha.

 

Projetado para A4, Planta Algar da Chainçinha:

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Projetado para A4, Perfil desdobrado Algar da Chainçinha:

chainçinhaS

Até breve……

 

 

Para Além do Parque – Muito trabalho no Reguengo…..

•15 / 10 / 2015 • Deixe um Comentário

 “A sombra é maior que a luz sempre que rejeitares o que te seduz”

23ª Saída.

21/22 Março 2015                                                                   Reguengo do Fetal, Batalha.

 

Exploração, equipagem, topografia do Algar 19.

Desobstrução Algar do Cabeço Rebelo.

Exploração, equipagem do Algar 16.

Exploração e topografia da Lapa T2, junto do Algar 16.

Exploração e verificação arqueológica da Gruta dos Ossos.

Prospeção na zona do Vale da Quebrada.

Prospeção na Serra da Andorinha.

Recolha de dados Geológicos na freguesia.

Verificação do Buraco Roto para N1 e verificação do nível da água.

Elementos presentes: André Reis, Hélio Frade, José Ribeiro, Pedro Frade, Timóteo Mendes, Pedro Pinto, André Pardal, Raul Pedro, Fernando Pires, Micael Silva, Pedro Cocas, Rosário Fernandes, Márcia Cruz, Daniela Anselmo, Paulo Camelo, Sérgio Barbosa, Felipe Neves, Manuel Freire (NEUA), Paulo Rodrigues (GEM), Pedro Robalo (GEM), Alexandre Leal (GEM), Sr. António Neto, Sr. Horácio Sousa, Cristina Antunes, Felipe Costa, Alexandra Anselmo.

Dia 21

Como combinado encontramo-nos todos no Reguengo, beijos e abraços, conversa em dia. Já com a chave do dormitório na casa do povo, colocamos os nossos pertences e siga a dividir as equipes de trabalho. Pormenor daqui e dali e lá nos atrasamos um pouco mas nada que não se resolvesse.

O Reguengo do Fetal.

 O Reguengo do Fetal.

Equipe 1Algar 19: José Ribeiro, Márcia Cruz, Pedro Cocas, Sr. Horácio Sousa.

Já no Algar, exploramos e equipamos até terminar o equipamento que tínhamos.

Mais um Spit....

Mais um Spit….

Equipe 2Algar Cabeço Rebelo: Hélio Frade, Timóteo Mendes, André Pardal.

Continuação da desobstrução abaixo do poço Tam-tam. Alargou-se até terminar o material, mas a progressão continua em fenda, a avaliar se vale o esforço e custo continuar.

Equipe 3Gruta dos Ossos: Rosário Fernandes, Sr. António Neto, Alexandra Anselmo, Daniela Anselmo.

Localização da Gruta já efetuada anteriormente, procedeu-se a exploração e foram encontrados vestígios arqueológicos importantes para futuros trabalhos. Foi feita prospeção na zona e identificado um abrigo.

Em prospeção.

Em prospeção….

Equipe 4Prospeção na Serra da Andorinha: Pedro Frade, Paulo Camelo, Felipe Costa, Micael Silva.

Foi feita prospeção em terreno difícil e com muita vegetação sem se encontrar nenhum “oco”, apesar do esforço despendido.

Partilha de dados....

Partilha de dados….

 

Equipe 5Recolha de dados na Freguesia: Raul Pedro, Fernando Pires, Cristina Antunes.

Foi feita recolha fotográfica de varias zonas e analisadas varias estruturas geológicas para futuro texto sobre o Buraco Roto e envolvência a apresentar no C.E.A.E. brevemente.

Raul, no seu melhor....

Raul, no seu melhor….

Pivô – André Reis.

Foi o elo de comunicação entre todas as equipes, estando nos vários locais com as mesmas.

Bem ao fim de tanta labuta encontramo-nos todos na casa do povo no Reguengo onde fomos falando das aventuras do dia, mais tarde fomos até ao restaurante no Cabeço Rebelo onde com a malta que veio da assembleia da F.P.E. comemos um belo repasto bem regado. Falou-se do passado, presente e futuro. Foi cá uma paródia daquelas boas, hihihhihi.

Em convívio

Em convívio….

Dia 22

Alvorada as 9h e ali em frente ao café Raimundo fomos decidindo as equipas e siga.

Equipe 1Algar 19: Timóteo Mendes, Pedro Cocas, Manuel Freire (NEUA).

Terminou-se a exploração do Algar e foi feita a topografia.

Equipe 2Algar 16: Hélio Frade, André Pardal, Márcia Cruz, Paulo Rodrigues (GEM), Pedro Robalo (GEM), Alexandre Leal (GEM).

Foi explorado e equipado o Algar, tendo este um desnível de 30mt. Localizou-se uma pequena Lapa perto do Algar, foi-lhe dado o nome de T2 e efetuou-se a topografia.

Equipe 3Prospeção acima da Gruta dos Ossos: Rosário Fernandes, Alexandra Anselmo, Sérgio Barbosa, Daniela Anselmo.

É aqui.

É aqui.

Foi feita prospeção acima da Gruta dos Ossos identificando-se abrigos e uma Lapa.

Equipe 4Buraco Roto: José Ribeiro, Pedro Frade, Felipe Neves, Felipe Costa.

Verificou-se que o nível pluvial da gruta se mantem na estação 1.25. Mas agora a correr na direção da estação 1.66, em pouca quantidade.

Local da estação 1.25.

Local da estação 1.25.

Feita avaliação pelo responsável pelos cursos de N1 do CEAE, tendo o Buraco Roto enorme potencial para curso de N1, mas apenas de Verão até a passagem da Lengalenga.

Pivô – André Reis, Pedro Pinto.

Foram o elo de comunicação entre as equipes e estiveram a verificar alguns pontos revelados por informadores locais.

Locais de grande beleza.

Locais de grande beleza.

No final dos trabalhos uns foram mais cedo para casa e claro outros mais tarde, aqueles que ficaram para mais tarde ainda foram comer umas belas sandes de leitão no Mister Leitão, em Fátima.

Todos chegaram as suas casas, cansados mas de “alma cheia”, conscientes que muito foi feito, MAS MUITO MAIS A PARA FAZER…………..

Chouriço, André, Picatchu.

Amigos por motivos éticos e científicos, não publicaremos as topografias dos algares e lapas acima referidos, mas como é habito publicamos uma topografia. Desta feita de uma saída anterior.

Planta, Algar do Cabeço Renhal.

Planta, Algar do Cabeço Renhal.

Perfil desdobrado, Algar do Cabeço Renhal.

Perfil desdobrado, Algar do Cabeço Renhal.

 

Projetado para A4, Planta Algar do Cabeço Renhal:

Algar do renhalP

Projetado para A4, Perfil desdobrado Algar Cabeço Renhal:

Algar do renhalS

 

Ficha de equipagem:

Ficha de equipagem de Algar do Renhal (1)

Muito trabalho nos espera e PARABÉNS AO NOSSO 6º CONGRESSO DE ESPELEOLOGIA!!!!

Contenda 2015 – A descoberta da Passagem do Congresso

•11 / 10 / 2015 • Deixe um Comentário

O BLOG do NALGA deixa aqui um video sobre a passagem do até agora poço terminal da galeria SPE66 na gruta da Contenda. A passagem foi feita no passado dia 3 de Outubro, após um Verão de trabalhos. A gruta continua e Moinhos Velhos aqui tão perto.

Para Além do Parque – No Vale da Quebrada

•24 / 09 / 2015 • Deixe um Comentário

 “A sombra é maior que a luz sempre que rejeitares o que te seduz”

22ª Saída.

28/2 – 1 Março 2015                                                                 Reguengo do Fetal, Batalha

Desobstrução, exploração e topografia da Lapa do Forneco da Moura.

Prospecção no Vale da Quebrada.

Elementos Presentes: José Ribeiro, André Reis, Hélio Frade, Pedro Frade, Rosário Fernandes, Sr. António Neto.

28 Fevereiro

Encontrámo-nos no café Solero, bem nosso conhecido no Bairro. Onde confraternizámos com malta do G.P.S., que foi para a Malhada de Dentro mesmo ali ao lado. Beijos e abraços e cada qual para o seu destino….

As 10.30h estávamos no Reguengo do Fetal, onde seguimos para o vale da Quebrada, mais precisamente na zona mais abaixo.

Zona mais abaixo no vale.

Zona mais abaixo no vale.

Dirigimo-nos então à Lapa Forneco da Moura, já antes identificada pele Sr. António Neto.

Entrada a Lapa.

Entrada da Lapa.

Eram 11h e ali estávamos a observar uma possível passagem para um nível inferior já dentro da pequena Lapa. Mãos à obra, começamos por tirar uma porção de terra e um pouco de calcite, dito assim até parece fácil.

Em trabalho....

Em trabalho….

Com toda aquela fuligem de pneu queimado, fruto do trabalho de um bando de jovens delinquentes, que ainda conseguiram pegar fogo ao vale com a “brincadeira”. Isto há uns anitos, como o Sr. António Neto nos relatou, foram postos na linha e desfeito o “bando”, antes que dessem cabo da freguesia!!!

Bom com tanta labuta tivemos que parar para comer o almoço e com o Frade é sempre do melhor!!! BULA PARA TODA A GENTE,HIHIHIHI…..

Já repostas as energias continuámos e já era possível aceder ao pequeno oco, TARATAMMMM, duas possíveis continuações e, ALTO !!!!  Ouvimos do exterior.

Olha, isto continua, apertadinho mas continua...

Olha, isto continua, apertadinho mas continua…

Foram encontrados alguns cacos de cerâmica e ao que tudo aparenta um dente humano na terra que estávamos a retirar.

PÁRA TUDO, NÃO MEXE MAIS!!!! Ora como é natural não avançámos mais para não perturbar o que poderá ali se encontrar de arqueologia. Topografámos e guardámos os achados e às 16h estava o trabalho concluído.

Os achados.

Os achados.

Fomos tratar do jantar, preparamos uma bela grelhada de carnes bem regada pois a carne estava salgada, hihihhihi bela jantarada.

Hó, parra eles, já no espeleobarracão.

Hóóó, para eles, já no espeleobarracão.

e venha o descanso que amanhã também é dia!

1 Março

9h, arrumámos os pertences e seguimos para o Reguengo, onde tomámos um bom pequeno-almoço, e conversámos um pouco com o Sr. Horácio, presidente da junta de freguesia sobre próximas explorações.

Seguimos já com a Rosário e o Sr. António que foi explicando e mostrando alguns pontos da freguesia com arqueologia e um pouco da história. De seguida fomos até à lapa.

Aspecto do tecto da zona desobstruída.

Aspecto do tecto da zona desobstruída.

Indicàmos à nossa arqueóloga, os objectos e onde foram encontrados, após analise verificou que não tínhamos perturbado nada, uffff!!!

A zona dos achados.

A zona dos achados.

Ouvimos por parte do Sr. António mais uns relatos de anteriores intervenções na lapa, indicando a altura em que estava a argila originalmente.

Bom, fomos para a vila onde no café Raimundo comemos o nosso almoço. Às 14.30h chegaram o Sr. Horácio com mais uns conterrâneos, cumprimentos e siga para o vale da quebrada onde a malta foi toda procurar a Lapa dos ossos. Mas apesar de 2 dos companheiros terem sido os próprios a taparem há muitos anos com uma tampa em metal, nada. A vegetação cresceu bastante e a manta morta deve ter tapado completamente a tampa, é mais ou menos por ali, hihihihihi, temos de ali voltar à carga.

Às 17h a malta seguiu para suas casas a pensar de certeza do que nos espera por aquelas bandas, é que o mato está muito alto, bem mas se fosse fácil já estava feito!!!

Picatchu, Chouriço, André

Amigos por motivos éticos e científicos não divulgaremos a topografia da Lapa, mas como é habito publicamos uma topografia. Desta feita de uma saída anterior.

Planta, Algar do Maquito.

Planta, Algar do Maquito.

 

Perfil desdobrado, Algar do Maquito.

Perfil desdobrado, Algar do Maquito.

Projectado para A2, Planta Algar do Maquito:

Maquito20130105P

Projectado para A4, Perfil desdobrado Algar do Maquito:

Maquito20130105S

Ficha de equipagem:

Ficha de equipagem Algar Maquito

Ficha de Geologia:

Geologia do algar do maquito

Abraços e estejam atentos……….