GRUTA DO MINDINHO


Objectivos e Introdução

Dando continuidade aos trabalhos desenvolvidos na zona do Polje de Minde, iniciámos no ano de 2010 uma frente de exploração na zona do Polje de Minde. A cavidade é uma gruta clássica da Espeleologia nacional, que tanto quanto é do nosso conhecimento se encontrava já há alguns anos sem trabalhos de fundo. Durante os Verões de 2011 a 2013 continuámos os trabalhos.  O objectivo principal dos trabalhos é a produção E publicação de uma topografia de qualidade da gruta. Dada a nossa presença na gruta aproveitámos para realizar um levantamento geológico e procurar eventuais continuações da cavidade.  A gruta tem um elevado número de sifões (mais de 20 até à data) o que obrigou ao recurso de técnicas de mergulho e bombeamento para a exploração da gruta.

Esta gruta encontra-se no bordo Norte da depressão do Mindinho (localidade de Mira de Aire) e é conhecida pela Gruta do Mindinho.

Implantação sobre fotografia aérea.

Implantação sobre fotografia aérea.

Posições do Polje de Minde e da depressão do Mindinho no MCE

Registos de explorações

A existência da gruta do Mindinho é conhecida há várias décadas, provavelmente até dos anos 40, contemporaneamente ao vizinho sistema Moinhos Velhos-Pena-Contenda, a que a gruta do Mindinho poderá inclusive ter ligações.

De acordo com C. Thomas, 1985, foram realizados bombeamentos em 1985 por Olímpio e Maria João Martins sendo os dados espeleométricos apresentados pelo autor acima referido provenientes desse trabalho. C. Thomas, 1985, apresenta inclusive um corte e um plano sintéticos do sistema. De acordo Com C.Thomas, 1985 durante esta exploração foram descobertos cerca de 600m de galeria tendo sido atingida uma profundidade aproximada de 70 metros.

Já nos anos 50, a expedição inglesa à Serra de Aire, visitou pelo menos a gruta em causa.

A Sociedade Portuguesa de Espeleologia também realizou trabalhos na gruta. De acordo com Crispim, 2007 as explorações da SPE durante os anos 70 e 80 atingiram cerca de 1Km de extensão e 100m de profundidade.

Descrição da gruta

A entrada da cavidade encontra-se aproximadamente aos 275m de altitude, junto a uma escarpa. A entrada na gruta faz-se pelo tecto de uma sala, através de uma vertical que ronda os 10m de altura, a sala dá acesso a uma série de rampas com cerca de 20m de extensão que descem até cerca de 25m de profundidade onde se acede a uma galeria. A galeria tem um diâmetro variável, de grandeza métrica tendo pelo menos cerca de 1m de diâmetro, chegando em alguns pontos a rondar os 5m de diâmetro, possuindo mais de duas ezenas de sifões ao longo da sua extensão. A galeria prolonga-se para NW e para SE.

A entrada da gruta (Foto: Rui Pinheiro)

Rampa de acesso à galeria (Foto: Marta Borges)

Para NW após cerca de 120m de desenvolvimento a galeria termina após uma rampa e duas chaminés que ascendem quase até à superfície. A última chaminé apresenta-se obstruída por blocos. Directamente na vertical, por cima desta chaminé existe uma pequena cavidade que termina num caos de blocos. Trata-se provavelmente de uma antiga entrada entretanto obstruída.

Para SE a galeria apresenta a maior extensão, cerca de 400m, descendo até cerca de 82m de profundidade, a perda de cota faz-se sobretudo pela inclinação da galeria e uma série de pequenos ressaltos, sendo apenas conhecidas duas zona com poços, uma com uma vertical de 8m e outra com uma vertical de 10m. A exploração de 2013 terminou neste ramo no sifão da rampa de areia, devido ao inicio da época das chuvas que obrigou à retirada do equipamento.

Espeleometria da gruta

A zona topografada da gruta durante os trabalhos de 2010 tinha um desenvolvimento paramétrico de 286m com 45m de profundidade,  em 2011 passou para 670m, com uma profundidade de 76 metros ,estando topografada toda a zona explorada com excepção da zona mergulhada no sifão terminal.

Já no final dos trabalhos de 2013 os dados espeleométricos actualizados são: desenvolvimento total=948m, desenvolvimento horizontal=837m. desnível= 88m(+0m,-88m).

Alguns dos lagos da gruta (Foto: Marta Borges) 
Topografia

Topografia

Fig. 3 -Gruta do Mindinho representada num extracto da Folha 27-A Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000 (sem escala)

 

Fig. 3 -Gruta do Mindinho representada num extracto da Folha 27-A Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000 (sem escala)

Algumas notas sobre a geologia e geomorfologia

A gruta do Mindinho desenvolve-se no bordo Sul do planalto de São Mamede, Portugal. O planalto de São Mamede é uma das unidades geomorfológicas, do maior e mais importante maciço cársico português, o Maciço Calcário Estremenho , definido por Fernandes Martins (1949) e doravante designado por MCE. A boca da gruta abre-se no bordo Norte da depressão do Mindinho, sobranceira ao Polje de Minde e que fica na sua continuidade. O fundo desta depressão é mais alta que a base Poldje de Minde, a uma cota que ronda os 275m contra os 200m do Polje atrás referido.

Segundo Thomas, 1985, a depressão do Mindinho é um Polje suspenso. Já Crispim, 1995 refere que no ínicio da evolução cársica do sector onde se insere o Polje de Minde terão existido uma série de depressões, cársicas, talvez todas do tipo polje, ao longo de fracturas com direcções NW-SE, escalonadas desde o centro do Planalto de São Mamede até ao Covão do Feto. A Oeste destas depressões o Polje de Minde teve evolução mais acentuada. A depressão do Mindinho poderá ser uma destas depressões cársicas, com evolução próxima ao do Polje de Minde, mas, preservada e mantida a uma cota superior por fenómenos tectónicos e ou de diferente evolução hidrogeológica.

A depressão do Mindinho encontra-se limitada a Norte e a Sul por duas falhas de orientação grosseira NW-SE como acontece no Polje de Minde e que também fazem parte da chamada Falha de Alvados Minde.Em relação à estrutura geológica, e com base numa análise expedita da Folha 27-A Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000 a gruta desenvolve-se no flanco de uma dobra regional. Este flanco pode ser considerado localmente como um monoclinal com uma atitude aproximada de NW-SE/60S a WNW-ESE/50S.

Do ponto de vista estratigráfico a gruta desenvolve-se na formação de Calcários Mícriticos da Serra de Aire, considerada por Crispim, 1995 como sendo uma das formações cársicas por excelência do MCE. Tal implica que o seu desenvolvimento, pelo menos na parte explorada nesta campanha, se faz grosseiramente para NW e SE, não tendo sido ainda encontrada galerias que se desenvolvam para Sul da falha que limita a Norte a depressão do Mindinho e onde se encontram formações, à partida menos favoráveis à carsificação.

Controlo estrutural

O controlo estrutural da gruta é de interpretação complexa, dado a alteração da morfologia original da gruta devido a abatimentos e concrecionamentos e à gruta apresentar ao longo da sua extensão controlo estrutural por diferentes entidades geológicas. De um modo geral o controlo estrutural parece ser feito sobretudo pela atitude das camadas. A atitude das camadas, medida no interior da gruta, variou entre os N50-60W/20-40S e E-W/20-40S. Estes valores estão, de um modo grosseiro, de acordo com as atitudes das camadas referidas na Folha 27-A Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000. De uma forma geral a gruta parece desenvolver-se seguindo alternadamente a direção ou inclinação das camadas. Inclusive no troço entre o sifão do Tabique e o sifão Curvo  a gruta é influenciada por uma dobra

As descontinuidades têm também influência. O troço entre o sifão do Bloco e o sifão da Diáclase (marcados S1B e S1C na topografia) apresenta um claro controlo por descontinuidades com atitude aproximada E-W/70S e N-S/5OW. No ramo NE alguns pequenos troços de galerias apresentam controlo por descontinuidades de direcção N-S e cuja inclinação roda de 10 a 50ºW, sendo as duas chaminés no final deste ramo controlados por uma família de descontinuidades de atitude N50E/Vertical. O ramo SE apresenta um controlo por fracturas da família N50E/Vertical, na zona dos Dois poços e controlo por fracturas de atitude N-S/Vertical e N40E/Vertical entre o sifão do Tabique e o sifão da lama.

A falha de orientação NW-SE que limita a Norte a depressão do Mindinho, terá desempenhado um papel no desenvolvimento da cavidade, senão directamente pelo menos por constituir uma estrutura de escoamento preferencial de águas subterrâneas com a direcção aproximada NW-SE, ao pôr em contacto a Norte formações muito permeáveis com formações menos permeáveis a Sul.

Regime de circulação e zonação cársica

As concreções e abatimentos apresentados pela galeria disfarçam parte da morfologia original da gruta, obliterando evidências do sentido de circulação das águas. Uma das melhores indicações são segundo Bogli, 1980, as vagas de erosão. A galeria apresenta muitas vagas de erosão, porém estas são na sua maioria simétricas, impossibilitando o seu uso como indicador do sentido de fluxo. As vagas que não são simétricas encontram-se sobretudo em zonas de turbilhão, indicando sentidos de circulação opostos em vagas situadas próximas umas das outras. Apenas nos  últimos 50m do ramo NW da gruta se encontram algumas vagas de erosão assimétricas, em locais onde não haverá fluxo turbulento. Essas vagas apontam no sentido de circulação NW-E ou seja da zona do sifão das “argilas” para a zona E da galeria.

Outro indicador do sentido de circulação das águas são os sedimentos. As concreções, abundantes na gruta indicam também a circulação de águas de infiltração de NW para E, da zona mais alta para a zona mais baixa da gruta, dada a quantidade de cascatas e mantos estalagmíticos que se encontram nas verticais do ramo NW da gruta. De referir que o regime de circulação será vadoso para permitir a formação de concreções. Tal estará correcto com o modelo de águas de infiltração que penetram e atravessam a gruta a caminho da zona freática. Os depósitos de sedimentos detríticos nos sifões aponta também no sentido de circulação da água de NW para E.

De acordo com Crispim, 2007, foi realizada uma traçagem que provou a ligação entre sumidouros na depressão do Mindinho e o Olho de Mira. Aliás já C. Thomas, 1985, refere a possibilidade de ligação entre a gruta do Mindinho e Olho de Mira uma vez que o ramo Este da gruta do Mindinho se dirige em direcção ao Olho de Mira. O Olho de Mira tem, de acordo com Crispim, 2007, uma extensão de 500m e uma profundidade de 80 metros. O autor atrás mencionado atribui velocidades de circulação da água entre 55 a 70 m/h, secções da conduta entre 7,3 e 9,2m (que o próprio autor admite serem maiores que as secções reais conhecidas de ambas as grutas), refere ainda que só uma pequena parte do traçados injectado nos sumidouros do Mindinho foi recuperado no Olho de Mira e que existe mais do que um percurso feito pela água entre o sumidouro e a nascente. A traçagem acima referida vem provar, que pelo menos em períodos de elevada precipitação a circulação da água se deverá fazer de NW para E no interior da gruta.

A gruta encontra-se na zona vadosa. Dada a sua posição elevada em relação ao nível freático actual deverá encontrar-se na zona vadosa inactiva, com circulação temporária, em regime vadoso muito provavelmente, funcionando como sumidouro. A água encontrada nos sifões será assim provavelmente proveniente da superfície, circulando a água, na zona agora explorada da gruta, da zona NW para a zona E, em direcção ao Poldje de Minde e Planalto de São Mamede. A formação da gruta ocorreu na zona freática, tendo posteriormente passado para zona vadosa com o rebaixamento do nível freático e ou movimentações tectónicas.

Idade da gruta

De acordo com Crispim, 1995 foi realizada uma datação radiométrica de uma concreção retirada de uma cavidade fóssil da vertente Leste da depressão do Mindinho. O autor acima referido não especifica se trata da gruta do Mindinho. A não ser a gruta do Mindinho será provavelmente uma cavidade próxima e com um enquadramento semelhante. De acordo com o autor acima referido a datação forneceu uma idade bastante antiga (<1.25Ma) mas demasiado imprecisa para permitir conclusões importantes e apenas contribui para sustentar que o abandono da circulação em muitas cavidades do Polje de Minde e depressões anexas é já Quaternário.

Antigos regimes de circulação de água

O regime de circulação de água acima descrito será o actual, porém podemos pôr em causa se este foi sempre o regime de circulação. A posição da boca da gruta na vertente Leste da depressão do Mindinho, tal como acontece com as nascentes actuais activas no Poldje de Minde e a presença de galerias de origem freática na gruta, leva-nos a pôr a hipótese desta cavidade fornecer água a uma(s) antiga(s) nascente(s) convertida(s) num sumidouro(s) com o rebaixamento do nível freático. A actual entrada da gruta poderia então funcionar como uma nascente tal como uma outra cavidade situada a umas dezenas de metros a Oeste da entrada da gruta e que se descobriu estar ligada à gruta do Mindinho.

Para que esta hipótese seja verdadeira a cota da boca da gruta, que ronda actualmente os 275m, teria que ter estado então à mesma cota do nível freático. O nível freático actual no Polde de Minde, atinge, hoje em dia, no seu máximo poucos metros acima da cota das nascentes, que iremos aqui admitir ser de 200m como aproximação grosseira.

Para que o nível freático antigo atingisse terrenos que hoje estão a cotas pelo menos 75m mais altas, que o nível freático actual, temos de considerar que: ou o nível de base seria então bastante mais alto que o actual, ou movimentos tectónicos posteriores à formação das galerias, subiram relativamente a depressão do Mindinho em relação às actuais nascentes do Polje de Minde. Em qualquer dos cenários o resultado teria sido a passagem da gruta da zona freática para a zona vadosa.

De facto existem na literatura várias referências a níveis de água (quer lagos interiores) quer a niveis do mar (nível de base) a cotas mais altas que as actuais. Alguns desses níveis atingiram terrenos hoje situados a 300m de altitude. Em baixo encontram-se as referências acima mencionadas:

  • Fernandes Martins, 1949, referia a existência de um antigo lago permanente durante o Quaternário no Poldje de Minde (terrenos hoje em dia a cerca de 200m de altitude).
  • Suzanne Daveau,1973 considera de origem marinha um depósito de areias e calhaus situado na vertente Oeste da Serra dos Candeeiros. O depósito acima referido encontra-se a cotas próximas dos 300m, tal como acontece com o fundo da depressão do Mindinho e a boca da gruta em estudo. Zybszewski, 1963 refere a existência de um nível marinho relativamente alto representado na Serra dos Candeeiros por um depósito de areias e calhaus rolados. G.Manuppela et al,2000 refere também a existência destes depósitos, referindo que ocorrem num afloramento rectilíneo deslocado até aos 300m, interpretável como a base da arriba fóssil da Plataforma Litoral. Ainda de acordo com o autor anterior a última fase de elaboração da Plataforma Litoral terá sido considerada Calabriana (1.8 Ma.—781.000 anos atrás ) por Ferreira et al (1998), ou Placenciana (Carvalho, 1953) e Cabral (1993) precisa ser Tigliana. G.Manuppela et al, 2000 ainda a propósito do depósito de areias na vertente Oeste da Serra dos Candeeiros, refere que estes são adjacentes à Falha de Candeeiros e cita Cabral (1995) segundo o qual, não foram encontradas evidências inequívocas de actividade recente desta falha.
  • Também Crispim, 1995 refere a existência, na região a Sul do Polje de Minde, de um depósito de areias brancas finas que fazem lembrar os depósitos referidos por Suzanne Daveau,1973. Estes depósitos foram encontrados numa gruta situada no cimo do Cabeço Morto, a cerca de 300m de altitude.
  • Ainda existem vestígios do nível do mar (e assim de um nível de base regional) por volta da cota de 200m e até a cotas inferiores e que influenciaram decerto a evolução das redes hídricas subterrâneas do MCE. Fernandes Martins,1949, refere a existência no MCE de uma plataforma de abrasão marinha, preservado pelos níveis de Fragusta e de Pombal situados entre os 180-190m de altitude, estes níveis encontram-se actualmente separados devido à erosão regressiva. De acordo com Zybszewski,1963 são também testemunho do nível de 200m, um depósito Pliocénico constituído por uma formação greso-argilosa com calhaus rolados, que se desenvolve entre os 175 e 215m de altitude entre Aljubarrota e Cruz da Légua. Segundo o autor anterior este nível corresponde à parte final de um ciclo de sedimentação em relação a um nível marinho relativamente alto representados nas vertentes da Serra dos Candeeiros por um depósito de areias e de calhaus rolados.

Se considerarmos o modelo em que não há movimentações tectónicas, o nível do mar dos 300m, ao estar relacionado, segundo Zybszewski, 1963, com o nível dos 200m, ter-se-à sentir nas redes hídricas subterrâneas com o estabelecimento de um nível de base regional por volta dos 300m de altitude, que passaria com o recuo do mar para os 200m e depois para os 120m (cota atingida também segundo G.Manuppela et al,2000 pela Plataforma Litoral). Á medida que o nível do mar descia a partir dos 300m, as grutas da zona freática, formadas em regime freático, terão passado para a zona vadosa, para cotas sucessivamente mais altas.

Realização da exploração

Os trabalhos de exploração foram realizados em 2010 de Agosto a Outubro de 2010 tendo sido realizada topografia, bombeamento de sifões e espeleomergulho com o intuito de explorar e topografar esta cavidade. As actividades foram realizadas nos dias 21,22 e 28 de Agosto, 4, 5, 11, 12, 25, 26, 29 de Setembro, 1 ,2, 9,14, e17 de Outubro.

Os trabalhos de 2011 tiveram inicio a 9 de Julho e prolongaram-se até 25 de Setembro, tendo-se trabalhado praticamente todos os fins de semana deste período.

Explorações de 2010

Graças aos bombeamentos foram vencidos três sifões e foi ainda mergulhado um quarto sifão. Dois dos sifões esvaziados encontravam-se no troço NW da gruta, constituindo o chamado “sifão da argila”. Antes de se proceder ao bombeamento tentou-se mergulhar o sifão da argila, mas sem sucesso pois, a passagem era demasiado estreita para ser passada com o equipamento de mergulho e havia ausência total de visibilidade. Após a abertura dos dois sifões atrás referidos conseguiu-se aceder a um terceiro sifão, a cerca de 25m dos outros dois, cujo bombeamento foi iniciado, mas que as chuvas que se fizeram sentir a meio de Outubro obrigaram a abandonar.

Já do lado Este da gruta foi logo no inicio da exploração vencido um primeiro sifão (de pequeno volume) que permitiu aceder a mais 75m de gruta que acabavam, após uma vertical de cerca de 8m num outro sifão, também de pequeno volume, quase completamente fechado e que foi passado em apneia. Após este foi encontrado um terceiro sifão, desta feita de volume considerável (várias dezenas de metros cúbicos no mínimo), e para onde mergulhava um velho fio de Ariane.

Após se drenar completamente o segundo sifão, até então, vencido por apneia, foi possível transportar o material necessário para mergulhar no sifão grande acima descrito. O mergulho foi realizado seguindo um fio de Ariane já instalado e deu acesso ao que se estima serem mais 40metros de gruta que terminam num outro sifão.

Toda a gruta desde a entrada até aos dois sifões terminais (no troço Este e no troço Oeste) foi topografada, bem como sujeita a um levantamento geológico sumário. Durante os trabalhos foram ainda realizadas algumas desobstruções e escaladas, algumas das quais deram acesso a pequenos troços da gruta sem continuação aparente.

Explorações de 2011

Durante a campanha de 2011 com uma combinação de mergulhos e bombeamentos  conseguiram-se grandes avanços, cerca de 300m, em 3 meses, tendo-se ultrapassado 2 sifões. Aos banhos frios e à angústia de ver o mergulhador desaparecer nas águas seguia-se o fascínio da transposição do sifão e a entrada em novas galerias.  Até então tinha sido explorada uma extensão de 450 m do ramo E da gruta. Após o sifão onde havíamos ficado em 2010 tem-se acesso a uma galeria semelhante, à existente antes do sifão, com um perfil em degraus, em que se sucedem troços de reduzida inclinação, intercalados por ” ressaltos”  praticamente verticais, com lagos ou sifões na sua base.  Esta galeria termina em dois  poços, diga-se aliás os únicos verdadeiros poços do ramo E da gruta, onde junto à base dos mesmos  encontrámos um novo sifão onde com um último mergulho se deu o término da exploração do ano de 2011. Perto da zona dos poços quer acima quer abaixo , dos mesmos, encontram-se  algumas galerias laterais de diâmetro decamétrico.

 A gruta passou de uma extensão topografada de cerca de 350m e 40m de profundidade para 670m de desenvolvimento e 76m de profundidade, o ramo Oeste da gruta (conhecido como sifão da argila) foi explorado e topografado até ao seu término.

O avanço no ramo Oeste da gruta foi conseguindo graças ao bombeamento de uma série de sifões. A exploração tinha sido parado  em 2010 no  4º sifão. Em 2011 em cerca de 2 semanas conseguimos atingir  o 4º sifão e depois de um mês de bombeamentos o 4º sifão finalmente abriu. Este sifão tem sempre recarga, mesmo no pico do Verão, pelo que quando se trabalha nas galerias a que o sifão dá acesso se deve ter o máximo cuidado. O ramo termina após duas chaminés e algumas rampas numa pequena sala com um abatimento do tecto. Este novo troço foi topografado tendo-se acrescentado cerca de 40 metros à gruta. A sala terminal está muito próxima da superfície na vertical de uma pequena gruta cuja entrada se abre a umas dezenas de metros a Oeste da entrada da gruta do Mindinho.

Houve ainda vagar para fazer um levantamento geológico um pouco mais cuidado, tendo-se de um modo geral confirmado a avaliação feita no ano anterior.

Os mergulhos na gruta

O mergulho de 2010 no sifão da cascata  (ramo Este da gruta)

Este ponto detalha alguns aspectos técnicos no mergulho do sifão da cascata (ramo Este da gruta) realizado na campanha de 2010. No seguimento da exploração, e após se terem transposto sifões que foram vazados, foi necessário realizar um mergulho para ultrapassar um novo sifão. O sifão tem uma extensão de 7mts e sensivelmente 0,5mts de altura, pelo que o mergulhador utilizou configuração “sidemount”. Após a transposição deste sifão, o espeleo-mergulhador progrediu através de uma galeria de origem freática, repleta de vagas de erosão bem evidentes e enormes gours, por cerca de 40mts, até um ponto onde o perfil da galeria descia de forma acentuada até um novo sifão. Por se encontrar sozinho, decidiu por questões de segurança não progredir a exploração da galeria, tendo regressado. Este ano o mergulhador de serviço foi o Rui Pinheiro.

Descida para o mergulho no sifão grande (Foto: Rui PInheiro)

     

Os mergulhos de 2011

Durante a campanha de 2011 foram mergulhados 3 sifões, todos no ramo Este da gruta, um deles o sifão grande já o havia sido transposto no ano anterior mas foi necessário atravessá-lo de novo para proceder ao seu bombeamento, seguiram-se   mais 4 mergulhos bem sucedidos em 2  sifões com o mesmo objectivo,  tendo-se permitido a acesso a mais de 300m de galeria, o mergulhador utilizou configuração “sidemount”.  Este ano o mergulhador de serviço foi António Mendes, sem o qual o avanço no ramo E teria sido impossível.

Campanha de 2012

A campanha da gruta do Mindinho de 2012 foi, por motivos de autorização de exploração concedidas pelo ICNF, dividida em duas partes.
O primeiro período, concedido  ao  grupo de trabalho foi:

  • Mês de junho: dias 2, 3, 9, 10, 16, 17, 23, 24 e 30;
  • Mês de julho: dias 1, 7 e 8.

Durante este período foi realizada a equipagem da gruta, topografia,  instalação de tubagem e cabo elétrico e o bombeamento até ao sifão S6, onde a exploração havia terminado no ano de 2011.

De seguida uma associação externa a este grupo de trabalho, teve o seu período de exploração da gruta, ressalvando nós que após o término deste período encontramos a gruta exatamente com os mesmos sifões abertos que haviamos deixado. Ressalva-se o fato do equipamento deixado na gruta ter ficado em bom estado de conservação.

A segunda parte da exploração foi  realizada no segundo período, concedido a este grupo. A saber:

• Mês de Setembro: dias 8, 9, 15, 16, 22, 23, 29, 30

Os trabalhos realizados foram os seguintes:    Bombeamento do sifão S6A (sifão do ressalto) ,bombeamento do sifão S7 (sifão baixo) ,  topografia.   Os sifões S6A (sifão do ressalto) e S7 (sifão baixo) foram abertos com uma combinação de bombeamentos com bombas submersíveis, bombeamento por gravidade e espeleomergulho.

Os sifões atravessados nesta campanha, com exceção do S6A por impossibilidade técnica, foram deixados equipados com tubagem que permite a sua abertura por bombeamento gravítico.

A Campanha do Mindinho de 2012 terminou com mais 90m de gruta topografados. Grande parte deste trabalho foi conseguido já na segunda fase da campanha. Infelizmente as ultimas chuvas vieram fazer encerrar a campanha por motivos de segurança e económicos. Ficamos assim a pensar que no próximo ano ,com mais tempo e apoio de todos,  conseguir voltar ás zonas visitadas nos anos oitenta e tentar continuar a ponta de exploração.

Os trabalhos foram realizados graças aos esforços de cerca de 20 espeleólogos das Associações: AES, ARCM, GEM, NEALC e NEUA.

Campanha de 2013

Trabalhos realizados 

Os trabalhos realizados foram os seguintes:

  • Bombeamento dos sifões da cavidade
  • Espeleomergulho do sifão da Chaminé. O mergulho foi realizado por António Mendes (NEUA), mas a reduzida visibilidade, muito sedimento e configuração da parte final do sifão, impediram que este fosse atravessado por mergulho.
  • Topografia da galeria principal entre o sifão da chaminé e o sifão da Fenda
  • Levantamento geológico entre o sifão do Ressalto e o sifão da Fenda
  • Remoção de bombas, cabo eléctrico e material de equipagem do interior da cavidade

Os trabalhos realizaram-se entre 16 de Junho a 1 e 2 de Outubro, tendo sido interrompidos pela chegada das chuvas.

A exploração da gruta, de 2013, atingiu o sifão da Fenda, tendo sido obtido um avanço de cerca de 300m planimétricos em relação a 2012.

Os dados espeleométricos actualizados são: desenvolvimento total=948m, desenvolvimento horizontal=837m. desnível= 88m(+0m,-88m).

A campanha deste ano teve o apoio institucional das seguintes associações: Alto Relevo Clube de Montanhismo, (ARCM), Grupo de Espeleologia e Montanhismo (GEM) e Núcleo de Espeleologia de Leiria e Nucleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro e ainda da Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE). A estas e todas as outras entidades que apoiaram o projecto o nosso obrigado.

Potencial de desenvolvimento da gruta

Como foi acima referida a gruta do Mindinho situa-se na zona vadosa inactiva, de acordo com a definição de Bogli 1980. A espessura da zona vadosa activa no Poldje de Minde, referida pelo relatório Ramsar é de 100m de variação do nível freático nessa área. De acordo com Crispim, 1987, o sistema de Moinhos Velhos- Pena- Contenda, situado em relativa proximidade (menos de 1 Km) da gruta do Mindinho e cujas nascentes se situam no fundo do Poldje de Minde, a uma cota que ronda os 200m, tem uma zona de oscilação temporária do nível freático cerca de 80 metros. A traçagem de Crispim, 2007 prova uma ligação hidrológica entre o Olho de Mira e o Poldje de Minde onde as nascentes estão associadas ao sistema Pena- Contenda- Moinhos-Velhos. Como tal podemos admitir uma possível ligação da gruta do Mindinho ao sistema atrás referido ou pelo menos uma associação entre as zonas hidrológicas cársicas da depressão do Mindinho e do Poldje de Minde.

Utilizando a zonação cársica de Bogli, 1980, a depressão do Mindinho teria cerca de 75-100m de zona vadosa inactiva, a que se seguiriam aproximadamente 80-100m de zona vadosa activa antes de se atingir a zona freática. Temos assim um potencial de desenvolvimento de grutas na zona vadosa até cerca de 150-200m de profundidade, fora desta avaliação ficam os sectores de grutas localizados na zona freática e assim permanentemente inundados.

Associações que participaram nos trabalhos durante 2010

Participaram espelólogos das seguintes associações de espeleologia, aqui enunciadas por ordem alfabética: AES – Associação de espeleólogos de Sintra, AESDA – Associação de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente, ARCM-Alto Relevo Clube de Montanhismo, CEAE- LPN – Centro de Estudos e Actividades Especiais da Liga de Protecção da Natureza, ECTV – Espeleoclube de Torres Vedras, GEM – Grupo de Espeleologia e Montanhismo , NEALC – Núcleo de Espeleologia de Alcobaça, GPS – Grupo Protecção de Sicó, NEUA – Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro, SAGA- Sociedade de Amigos das Grutas e Algares.

Este trabalho só foi possível devido ao apoio e duro trabalho de campo dos seguintes espeleólogos: José Silva, Carlos Lemos, Carlos Gomes, João Neves (Jr.), Mário Matos, António Mendes, Orlando Elias, André Gaspar,Pedro Robalo, Alvaro Jalles, Rui Andrade, Paulo Rodrigues, Rui Pinheiro, Paulo Campos, Raquel, Vitor Amendoeira , Marta Borges, Vitor Toucinho, Ana Barros, Ulisses Lopes, Fortunato Videira, Gonçalo, Costa Pereira, Luís Meira, Marco Costa, Bárbara Monteiro, Sérgio Medeiros, Pedro Alves, Sérgio Barbosa e Daniela.

Destes espeleólogos, sem os quais não teria sido possível realizar estes trabalhos, cabe salientar quatro nomes: Orlando Elias e André Gaspar sempre presentes nas actividades quer ao fim de semana, quer durante a semana, de modo a acelerar os trabalhos e que tantos banhos gelados e piscinas fizeram no interior da gruta; Rui Pinheiro que voltou a ser o mergulhador de serviço e Pedro Robalo que desenhou a topografia da gruta.

  Associações que participaram nos trabalhos durante 2011 

A campanha de 2011 só foi possível devido ao apoio e duro trabalho de campo dos seguintes espeleólogos: Rui Andrade,Nuno Rodrigues, Inês Rosa, Célia Caciones, Rosário Pinheiro, Ana Anjo, Paulo Lopes, António Mendes, Orlando Elias, André Gaspar,Pedro Robalo, Alvaro Jalles,, Paulo Rodrigues, Susana Noronha, Vitor Amendoeira , Marta Borges,Fortunato Videira, Ulisses Lopes, Luís Meira, Marco Costa, Bárbara Monteiro,João Figueiredo, Paulo Sousa, Telmo Miguel e provavelmente outros cujo nome agora, a minha má memória não recorda.

Destes espeleólogos, sem os quais não teria sido possível realizar estes trabalhos, cabe salientar quatro nomes: Orlando Elias e André Gaspar sempre presentes nas actividades quer ao fim de semana, quer durante a semana, de modo a acelerar os trabalhos e que tantos banhos gelados e piscinas fizeram no interior da gruta; António Mendes que foi este ano o mergulhador de serviço, sem o seu esforço e coragem os êxitos desta campanha não teriam sido possíveis e ainda Pedro Robalo que desenhou a topografia da gruta.

Associações que participaram nos trabalhos durante 2013  

Os  trabalhos foram realizados por membros das seguintes associações de espeleologia, aqui enunciadas por ordem alfabética: AES – Associação de espeleólogos de Sintra, AESDA – Associação de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente, ARCM – Alto Relevo Clube de Montanhismo, CEAE-LPN – Centro de Actividade Especiais da Liga Portuguesa de Protecção da Natureza, GEM – Grupo de Espeleologia e Montanhismo, GEMA – Grupo de Espeleologia e Montanhismo de Aveiro, NEL- Núcleo de Espeleologia de Leira, NEUA – Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro, SAGA – Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares, SSAC – Société Spéléo-Archéologique de Caussade.

Sinto a obrigação de referir, sem prejuízo de nenhuma das outras, quatro pessoas, que julgo sem as quais nunca se teria atingido o que se consegui este ano, falo dos monstros do Mindinho: Pedro Robalo e Orlando Elias,  que praticamente se mudaram para o Mindinho e do Sr. Álvaro e Dª Irene que tanto nos apoiaram na campanha, quem poderá esquecer o copo de vinho e o queijo que tantas vezes nos ofereceram depois de sairmos da gruta.

Os trabalhos deste ano apenas foram possíveis com ao apoio no trabalho de campo dos seguintes espeleólogos enunciados por ordem alfabética: André Reis, André Gaspar, António Mendes, Bruno Pais, Carlos Gomes, Cláudia Ferraria, Célia Reis, Denise Fialho, Fátima Carvalho, Flávio Lucas, Florbela Silva, Frederico Tatá Regala, Hélio Frade, João Figueiredo, Luis Meira, Marco Dias, Márcia Cruz, Marta Borges, Nuno Rodrigues, Orlando Elias, Paulo Camelo, Paulo Campos, Paulo Lopes, Paulo Rocha Paulo Rodrigues, Paulo Silva, Paulo Sousa, Pedro Robalo, Rui Andrade, Ricardo Conceição, Sandra Lopes, Sebastian Dufour, Vítor Amendoeira e outros que já não me lembro.

Futuros trabalhos
 Esta gruta tem ainda muito trabalho para fazer, a cavidade continua, bastando para isso continuar a esvaziar sifões. A tarefa embora pareça simples, é muito trabalhosa, é cada vez mais cabo eléctrico, mais mangueira, mais uniões que podem ficar mal feitas, mais bombas  e maior complexidade, tudo feito a contra-relógio antes que as chuvas cheguem, para que se chegue mais longe que no ano anterior. A exploração é possível, mas exige cada vez mais empenho da comunidade espeleológica para que o trabalho se realize, não só aos fins-de-semana, mas durante as semana de modo continuo, com equipas preparadas e que se revezem com frequência.

Bibliografia:

• C.Thomas, (1985) Grottes e algares du Portugal, Comunicar Lda. Lisboa

•Bögli, A. (1980), Karst Hydrology and Physical Speleology, Springer-Verlag, Berlin Heildelberg New York,

• J. A. Crispim (1987): Evolução da Hidrologia Subterrânea na Gruta de Moinhos Velhos (Mira de Aire), Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, Sociedade Portuguesa de Espeleologia, ALGAR. Bol. Soc. Port. Espeleologia, 1:3-8 – Lisboa, 1987.

• Crispim, J.A (1995) – Dinâmica Cársica e Implicações Ambientais nas Depressões de Alvados e Minde. Dissertação apresentada à Universidade de Lisboa para a obtenção do grau de Doutor em Geologia, especialidade de Geologia do Ambiente. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Departamento de Geologia.

J. A. Crispim (2007) et al: Traçagem da circulação subterrânea entre a depressão do Mindinho e o Poldje de Minde (Mira de Aire, Portugal) , Património geológico, arqueológico e mineiro em regiões cársicas, Actas do Simpósio Ibero-Americano, SEDPGYM, Batalha.

• Manupella, G., Telles Antunes, M., Costa Almeida, C.A., Azerêdo, A.C., Barbosa, B., Cardoso, J.L., Crispim, J.A., Duarte, L.V., Henriques, M.H., Martins, L.T., Ramalho, M.M.; Santos, V.F.; Terrinha. P.; (2000). Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000 – Vila Nova de Ourém, Folha 27-A, , e Notícia explicativa, Instituto Geológico e Mineiro, Lisboa.

• Martins, A. F. (1949). Maciço Calcário Estremenho – Contribuição para um estudo de Geografia Física. Tese de doutoramento, Universidade de Coimbra, Coimbra.

• Rodrigues, M.L., Cunha, L., Ramos, C., Pereira, A.R., Teles, V., Dimuccio, L. (2007) Glossário Ilustrado de Termos Cársicos, Edições Colibri.

• Rodrigues, P. Robalo, P., (2009) GRUTA DA CONTENDA (+17m,-73m) Web page: https://nalga.wordpress.com/gruta-da-contenda-17m-73m/- versão portuguesa.

• “The caves of the Serra de Aire massif, Central Portugal.(December 1959), vol. 5(2) “Transactions of the cave research group”. Published by the Cave Research Group of Great Britain.

• Information Sheet on Ramsar Wetlands (RIS) , (2005), Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

• Zbyszweski, G., 1963, Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000, Folha -26-B Alcobaça, e Notícia Explicativa, Instituto Geológico e Mineiro, Lisboa.

• Carta Militar de Portugal à escala 1/25000, folha 318 – Mira de Aire (Porto de Mós) Edição 3 –2004, Instituto Geográfico do Exército.

• Carta Militar de Portugal à escala 1/25000, folha 319 – Minde (Porto de Mós) Edição 3 –2004, Instituto Geográfico do Exército.

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3 Respostas to “GRUTA DO MINDINHO”

  1. Excelente Paulo.

    Muito trabalho espeleológico, e algum complicado.
    Pessoalmente fiquei muito interessado na tua abordagem aos “Antigos regimes de circulação de água”.
    Parabéns pela qualidade das imagens e do conteúdo.
    Fiquei com uma “certa sensação” que este é um trabalho final.
    Será?
    Na minha modesta opinião o Mindinho é um dos elementos que fica no meio (como num tracejado).
    Boa sorte e continuação de bons trabalhos.

  2. Excelente trabalho, e numa gruta que não é fácil!
    Dá para ver que exigiu algum trabalho de coordenacão da equipa (mergulho, bombagem, topografia, etc.).
    Parabéns a todos.

  3. Raul,
    Depois de tanto trabalho achas que o coletivo quer ficar por aqui? Este ano foi a nossa estreia nesta clássica, que pouco se sabe infelizmente. A ideia é irmos conhecendo melhor o sistema e quem sabe um dia ter sorte…no entanto acho que a sorte procura-se 🙂
    Abraço

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