Algares do cabeço dos Alecrineiros – Parte I


Este post é uma republicação de um post do GEM-  Grupo de Espeleologia e Montanhismo

Ribeiro, José: 1,2; Lopes, Samuel: 1,4;Rodrigues, Paulo: 1,2,3

1)- Grupo de Espeleologia e Montanhismo, Rua Maria Veleda, 6, 7ª Esq, 2560-218, Amadora, Portugal
(2)- Núcleo dos Amigos das Lapas Grutas e Algares
(3)- Comissão Científica da Federação Portuguesa de Espeleologia, Estrada Calhariz de Benfica, 187,  1500-124 Lisboa  

(4) Wind -CAM- Centro de Atividades de Montanha, Rua Eduardo Mondelane, lj44, 2835-116 Baixa da Banheira

Introdução

Bem no coração do Planalto de Sto. António encontra-se o cabeço dos Alecrineiros, assinalado pelo vértice geodésico com o mesmo nome. Este cabeço é já bem conhecido da comunidade espeleológica nacional e internacional, pela abundância de algares. Dos trabalhos já realizados destacamos os seguintes, realizados no âmbito do grupo de São Bento.

https://nalga.wordpress.com/algar-dos-alecrineiros-resultado-dos-trabalhos/

https://nalga.wordpress.com/2013/12/30/algar-dos-alecrineiros-sul-uma-resenha-dos-trabalhos/

https://nalga.wordpress.com/2009/04/28/regresso-a-sbento-alecrineiros-sul-e-pena-traseira-ii-o-gesb-faz-novas-descobertas/

https://nalga.wordpress.com/2013/01/18/algar-dos-cos-carvalhos/

https://nalga.wordpress.com/2007/12/02/resultados-dos-trabalhos-no-algar-dos-alecrineiros/

https://nalga.wordpress.com/2008/12/07/o-nalga-fez-anos-3ª-expedicao-grupo-espeleo-sben

https://nalga.wordpress.com/2015/03/14/alguns-apontamentos-sobre-os-algares-a102a-e-a102b/

O SSAC (Societe Spéleo Archéologique de Caussade) nos seus relatórios das actividades realizadas em Portugal apresenta a localização de abundantes cavidades, bem como de algumas topografias e esboços de vários algares desta zona.

Figura 1 – Área de trabalho à superfície

Figura 1 – Áres de trabalho à superfície

Objetivo 

Dentro do âmbito do grupo de São Bento, o Grupo de Espeleologia e Montanhismo (GEM) criou um plano de trabalho que visa alimentar o cadastro de São Bento, com: a localização de novas cavidades, verificação e correcção da localização de cavidades já cadastradas, topografia das grutas e produção de fichas de equipagem das mesmas. O plano contempla também os aspectos geológicos das cavidades estudadas. Dada a extensão do Planalto de Sto. António, alvo dos trabalhos do grupo de São Bento o GEM, em colaboração com a WIND, optou por trabalhar sistematicamente uma área limitada do planalto, e apenas depois seguir para outras zonas. A área escolhida foi o cabeço dos Alecrineiros.

 

Figura 2  –  Equipa de trabalho

Agradecimentos

Desde já aproveitamos para agradecer o apoio institucional e logístico que a Wind -CAM- Centro de Actividades de Montanha tem vindo a dar a todo este projecto. Também não podemos deixar passar em claro o precioso esforço de todos aqueles que não sendo sócios do GEM e da WIND têm tomado parte neste projecto, salientamos neste campo Orlando Elias do Núcleo de Espeleologia de Leiria (NEL), que tem tomado a seu cargo as desobstruções mais pesadas que permitiram avançar com algumas das explorações.

Localização

O cabeço dos Alecrineiros fica situado no Maciço Calcário Estremenho, na unidade morfoestrutural do Planalto de Sto. António. A localidade mais próxima é Moita do Açor, da freguesia de São Bento, concelho de Porto de Mós. A partir da Moita do Açor pode-se aceder através de alguns estradões à elevação dos Alecrineiros.

 

Fig.3

Figura 3 – Foto satélite com área do cabeço dos Alecrineiros

Geomorfologia

O planalto de St. António é (Manuppela et al, 2000), uma unidade geomorfológica de forma triangular, cujo vértice se desenvolve para Norte, constituído por superfícies altas limitadas por escarpas vigorosas, a ocidente e a oriente e uma vertente meridional que desce mais progressivamente até ao bordo sul do maciço. Todo o perímetro do planalto é delimitado por falhas às quais deve a sua posição elevada, em relação à envolvente. A superfície do Planalto de St. António é aplanada, inclinando ligeiramente para Sul, apresentando, segundo Fernandes Martins, 1949, vestígios de uma antiga superfície de aplanação fluvial, posteriormente trabalhada pela erosão cársica e normal. A superfície do planalto apresenta várias formas típicas do relevo cársico como campos de lapiás, a uvala de Chão das Pias e um número considerável de dolinas segundo Manuppella et al, 2000.

 

Fig.4

Figura 4 – Mapa hipsométrico do MCE

O vértice geodésico marca o topo da elevação dos Alecrineiros com uma altitude de 541m. A elevação alonga-se na direcção Norte-Sul sendo, limitada a Norte e a Sul por vales de direcção grosseira WNW-ESSE, a Oeste pela vertente abrupta que desce para o polje da Mendiga e a Este pela depressão onde se situa a localidade de Moita do Açor. O topo da elevação é relativamente plano com as cotas, a manterem-se quase sempre acima dos 500m, com alguns pontos a ultrapassarem os 540m, aqui e ali, a fazer lembrar uma superfície de aplanação, conforme referido por Fernandes Martins, 1949.

A superfície da elevação dos Alecrineiros apresenta um relevo marcadamente cársico, do qual se destacam várias formas exocársicas, saber: lapiás de mesa, delineado por uma bem marcada rede de fracturas, abundantes dolinas e uvalas, que se encaixam na superfície aplanada.

Enquadramento Geológico 

Com base na análise da Folha 27-A – Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000, observa-se que a elevação se desenvolveu nas formações de Calcários mícriticos da Serra de Aire e Calcários Bioclásticos do Codaçal.

Ambas as formações estão datadas do Batoniano (andar do Jurássico médio). Os Calcários mícriticos da Serra de Aire têm como litologia dominante, (Manuppella et al., 2000) calcários micriticos, com uma espessura da ordem dos 300-400m. Os Calcários Bioclásticos do Codaçal têm como litologia predominante, (Manupella et al., 2000) calcários bioclásticos e oobioclásticos, com 50-60m de espessura. As formações fazem parte da formação cársica do Jurássico Médio (Crispim, 1995).

Em termos estruturais, e com base na análise expedita da Carta Geológica de Portugal referida anteriormente, o Planalto de St. António corresponde a um monoclinal com algumas flexuras, em que as formações apresentam uma direcção regional que varia entre aproximadamente WNW-ESE e NW-SE, inclinando suavemente para Sul. Este monoclinal é cortado por uma série de falhas com direcção aproximada WNW-ESE – NW-SE, muitas delas com preenchimento dolerítico.

 

Fig.5

Figura 5 – Extracto da Folha 27-A da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000 com localização de algumas grutas. Autoria: Pedro Robalo

A zona em estudo (Crispim, 1995), é atravessada por descontinuidades de orientação aproximadamente NW-SE a WNW-ESSE, em conformidade com O sistema de falhas identificadas na Folha 27-A-Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000, onde se observa que os acidentes mais próximos têm direcção predominante WNW-ESE.

Enquadramento hidrogeológico

A hidrogeologia do MCE continua a ser hoje em dia pouco conhecida. Cada uma das unidades geomorfológicas possui um número muito limitado de nascentes permanentes para onde escoam as suas águas subterrâneas. A unidade onde se situam as gruta alvo deste estudo, o Planalto de St. António, drena as suas águas sobretudo para a nascente do Rio Alviela, localizada a SE da cavidade (Costa Almeida et al, 2000). Admite-se também que o polje de Minde, tem um papel fundamental, à escala do maciço, na distribuição da circulação da água subterrânea (Crispim, 1995).

Potencial espeleológico

Como é conhecido pela comunidade espeleológica, abundam no Planalto de Sto. António e em particular no cabeço dos Alecrineiros os algares. Estes são compostos por um ou mais poços ligados entre si. A profundidade que os algares chegam a atingir, na zona do cabeço dos Alecrineiros, varia desde os poucos metros até aos -220m do algar Alecrineiros Sul.

Tal concentração e desenvolvimento de cavidades pode ser explicada por ser reunirem uma série de condições propícias ao desenvolvimento de grutas. A saber:

  • litologias (calcários do Jurássico Médio) altamente carsificáveis,
  • espessuras dessas litologias da ordem das largas centenas de metros (Manuppela et al, 2000),
  • rede de fracturação bem desenvolvida, com fracturas com grau de abertura alto,
  • precipitação considerável,
  • amplitude topográfica, os terrenos do planalto chegam a ter mais de 500m acima do nível do mar e mais de 430m acima da nascente do Alviela que se julga drenar o Planalto de Sto. António

Uma proposta de modelo espeleogenético

Os poços dos algares são controlados estruturalmente por descontinuidades subverticais, que se intersectam entre si.

As cavidades apresentam uma organização muito simples, a morfologia das passagens é, nos casos em que não se verificou uma destruição por abatimentos, a da estrutura original, alta e estreita, mantendo de um modo grosseiro a forma da descontinuidade ao longo da qual se desenvolveram. Estas características são definidas por (Bögli, 1980) como sendo de cavidades de origem vadosa primária. As caneluras que se desenvolvem ao longo dos poços são formadas pelo efeito corrosivo e erosivo da água que escorre, goteja (Baroñ, 2003), ou pela própria aspersão da água, ao longo das paredes de fracturas subverticais, o que é aliás típico do regime vadoso, (Lauritzen e Lundberg, 2000). Com base nas observações acima referidas podemos afirmar que estas grutas são formada em regime vadoso.

Os algares desenvolvem-se a partir da água acumulada no epicarso. O epicarso é uma zona superficial do carso, caracterizado por uma maior intensidade da fracturação e da carsificação difusa (Klimchouck, 2000). O epicarso apresenta, mercê das características antes referidas, uma maior permeabilidade, que a maior parte da zona vadosa subjacente, (Klimchouck, 2000), constituindo o suporte de um aquífero suspenso. A água armazenada no epicarso drena para descontinuidades que se encontram na base do epicarso. Estas descontinuidades conduzem a água para o interior do maciço em direcção aos colectores que se encontram em profundidade (Klimchouck, 2000). Ao longo das descontinuidades e enquanto a água se mantém agressiva ou vê a sua agressividade renovada por fenómenos como a corrosão por mistura, vai ocorrendo a corrosão do calcário que tem como consequência o alargamento das descontinuidades e a formação de poços (Klimchouck, 2000). Ao longo destas descontinuidades, que se encontram na base do epicarso, desenvolvem-se, deste modo, grutas compostas essencialmente por poços que conduzem a água até colectores no interior do maciço (Klimchouck, 2000). Os colectores podem não estar geneticamente relacionados e nem sequer serem contemporâneos das cavidades que se desenvolveram na base do epicarso (Klimchouck, 2000). Esta ligação entre as cavidades da base do epicarso e o sistema de condutas será feita, na maioria dos casos, através de zonas intransponíveis para o ser humano, tipicamente galerias que guiadas por uma camada ou por poços de aspecto meandriforme controlados por descontinuidades (Klimchouck, 2000). Em muitos casos estas estruturas, que partem do fundo dos poços estão cobertas por blocos resultantes de abatimentos no interior da cavidade (Klimchouck, 2000).

A morfologia dos algares e o seu enquadramento apresenta muitas semelhanças aos dos “Karst Shafts” descritos por Baroñ, (Baroñ, 2003). Porém não é claro se o esquema de desenvolvimento proposto por este autor se adapta completamente às cavidades em estudo.

Fase embrionária. O algar começa a desenvolver a partir da infiltração de água proveniente do epicarso. A água, acumulada no epicarso, provem da precipitação. A infiltração dá-se através de descontinuidades pré-existentes. As cavidades são geralmente muito estreitas e sem ligação à superfície. A corrosão por filme de água é provavelmente o principal processo espeleogenético. Admite-se (Baroñ, 2003) que ao longo de uma mesma fractura se podem desenvolver várias cavidades separadas, tendo cada cavidade uma fonte de água própria. Temos de colocar a hipótese dos vários poços que constituem uma dada gruta terem um desenvolvimento em separado, isto explicaria o facto de algumas das grutas serem constituídas por uma série de poços com desenvolvimento paralelo e ligados de uma forma geral por passagens estreitas

Fase Jovem. Devido à corrosão provocada pelas águas de infiltração dá-se um aumento da abertura das descontinuidades. O principal processo espeleogenético deve-se agora aos pingos e gotas de água que caem verticalmente através de uma atmosfera rica em CO2, conferindo á água um elevado poder corrosivo. A água ataca intensamente a rocha calcária. Nos locais onde as gotas de água caem formam-se depressões. Á medida que os poços se aprofundam as depressões passam a caneluras subverticais. Esta é a fase da maior taxa de crescimento do poço. As caneluras são a parte dominante do volume do poço e chegam a atingir dezenas de metros de comprimento e diâmetro de vários decímetros. A drenagem ocorre ao longo da superfície das fracturas. A cavidade continua a ser um canal embriónico inacessível. À corrosão devida a filmes de água e a abatimentos adicionam-se à corrosão causada pelo gotejamento, porém têm pouca influência no alargamento dos poços. Todos os processos de formação de poços são acentuados na intersecção de fracturas.

Fase da abertura do poço. Esta fase caracteriza-se pelo alargamento das cavidades, dando-se nesta fase (Baroñ, 2003) a abertura da boca da cavidade à superfície. Os poços desenvolvem-se não só em profundidade, mas também para cima, pela acção de filmes e de corrosão por condensação. A condensação por corrosão é mais intensa no topo dos poços, na base do epicarso, especialmente durante o inverno. A desnudação da superfície, corrosão do subsolo, os efeitos mecânicos e químicos das raízes das árvores combinam-se para permitir a abertura da gruta à superfície. A depressão aparece inicialmente de uma forma incipiente sendo posteriormente alargada.

Fases posteriores. À medida que se alargam, os poço paralelos e canais retiram cada vez mais água suspensa do epicarso. O aprofundamento dos poços diminui gradualmente à medida que menos água fica disponível para uma dada abertura. Nesta fase começam a depositar-se concreções. Estes depósitos tendem a esconder as formas de dissolução originais.

À medida que a boca da gruta se alarga, começam a cair por ela e, a preencher parcialmente o fundo do poço, detritos como blocos, solo e restos orgânicos. A matéria orgânica em decomposição aumenta a concentração de CO2 na atmosfera da gruta, especialmente na base dos poços. A atmosfera enriquecida em CO2 permite aumentar a agressividade da água e ajuda a aprofundar os poços.  A continuação do preenchimento da gruta com material proveniente da superfície, abatimentos e desnudação da superfície podem levar à colmatação da cavidade.

Grutas alvo dos trabalhos

Os trabalhos foram realizados nas seguintes grutas: Chouso dos Alecrineiros, Curral das Éguas, algar da Estrada, algar do Murete, algar do Vento, algar da Águia, algar do Ponteiro, algar dos Amores e algar da Pedra que dança.

Fig.6

Figura 6- Foto satélite com localização das grutas. Autoria: Pedro Robalo

Descrição, espeleometria e geologia

Chouso dos Alecrineiros  

 

Fig.7

Figura 7– Fotografia da entrada do Chouso dos Alecrineiros. Autor: Bruno Pais

Desenvolvimento total: 45m, Desnível:29m.

A boca da gruta tem cerca de 2m de largura, dando acesso a um poço com 25 m de profundidade, que aos  4m estreita, e que permite, na sua base, aceder a uma rampa que leva a uma pequena sala, a zona mais funda da gruta.

Fig. 8

Figura 8 – Fotografia do interior do Chouso dos Alecrineiros. Autor: Bruno Pais

O algar é um vadose shaft que aparenta desenvolver-se ao longo de duas famílias de fracturas de direcção aproximada NW-SE e W-E e inclinação subvertical.

Fig.9a

Fig.9b

Figura 9 – Planta e perfil do algar do Chouso dos Alecrineiros

algar c. dos alecrineirosS (Perfil do algar do Chouso dos Alecrineiros em pdf para download)

algar c. dos alecrineirosP (Planta do algar do Chouso dos Alecrineiros em pdf para download)

F.E. c. dos Alecrineiros (Ficha de equipagem do algar do Chouso dos Alecrineiros em pdf para download)

Fotos do algar Chouso dos Alecrineiros

Curral das Éguas

O algar do Curral das Éguas é um local de nidificação da Gralha-de-bico-vermelho. Esta é uma espécie ameaçada e protegida. Qualquer visita a este algar deve ter em primeiro lugar o cuidado pela conservação desta espécie. Quem deseje visitar este algar (ou outra cavidade utilizada para nidificação pela Gralha-de-bico-vermelho), não o deverá fazer entre o inicio de Março e o início de Junho.

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Figura 10 – Fotografia de um dos poços terminais do Curral das Éguas

Desenvolvimento total: 193m, Desnível:102m.

Este é o algar mais profundo explorado no âmbito do plano de trabalhos. A boca do altar tem um diâmetro de cerca de 1 a 1,5m. A boca dá acesso a um poço de 14m, a partir da base do qual se entra num poço de 42m (a Ternura dos 40), que permite atingir a Diaclase da Pérola de gruta. Ao longo desta fractura desenvolve-se a maior parte da gruta. O poço da “Ternura dos 40” termina aos -55m, numa passagem estreita, o “entalador de tomates”.

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Figura 11 – Fotografia da entrada do Curral das éguas

 

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Figura 12 – Aspecto de um manto estalagmítico que cobre uma parede de um dos poços

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Figura 13 – Aspecto de uma concreção

 

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Figura 14 – Pérola de gruta

 

Vencendo-se esta passagem acede-se a uma sucessão de poços que levam aos -102m, muito graças ao esforço dos nossos amigos do SSAC que realizaram várias desobstruções que permitem aceder ao fundo da gruta. No entanto os trabalhos não estão concluídos. No entanto no decorrer deste trabalho foi identificada uma promissora corrente de ar, numa janela estreita a cerca de 5-6m do fundo da gruta.

O algar é um vadose shaft que aparenta desenvolver-se ao longo de famílias de fracturas de direcção aproximada N-S, W-E, NE-SW, NW-SE e inclinação subvertical.

 

Fig.15aFig.15b

Figura 15 – Planta e perfil do algar do Curral das Éguas

algar docurral das eguasP

Planta do algar do Curral das Éguas em pdf para download 

algar docurral das eguasS

Perfil do algar do Curral das Éguas em pdf para download 

F.E. algar do curral das éguas

Ficha de equipagem do algar do Curral das Éguas em pdf para download

Fotos do algar do Curral das Éguas

Referências  bibliográficas  

  • Bögli, A. (1980), Karst Hydrology and Physical Speleology, Springer-Verlag, Berlin Heildelberg New York.
  • Baroñ, Ivo (2003) – Speleogenesis along subvertical joints: A model of plateau karstshaft development: A case study: the Dolný Vrch Plateau (Slovak Republic), Cave&Karst Science 29 (1), 2002, 5-12.  010
  • Crispim, J.A (1995). Dinâmica Cársica e Implicações Ambientais nas Depressões de Alvados e Minde. Tese de Doutoramento em Geologia, especialidade de Geologia do Ambiente. Departamento de Geologia. Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa.
  • Christofoletti, Antônio (1980),  Gemorfologia. Edgard Blucher, SP
  • Martins, A. F. (1949). Maciço Calcário Estremenho – Contribuição para um estudo de Geografia Física. Tese de Doutoramento, Universidade de Coimbra, Coimbra
  • Manupella, G., Telles Antunes, M., Costa Almeida, C.A., Azerêdo, A.C., Barbosa, B., Cardoso, J.L., Crispim, J.A., Duarte, L.V., Henriques, M.H.,  Martins, L.T.,  Ramalho, M.M.; Santos, V.F.; Terrinha. P.;  (2000). Carta Geológica de Portugal – Vila Nova de Ourém, Folha 27-A, á escala 1:50000, e Nota Explicativa, Instituto Geológico e Mineiro, Lisboa
  • Costa Almeida, Mendonça J.J.L., Jesus, M.R., Gomes A.J., (2000) – Sistemas Aquíferos de Portugal Continental. Centro de Geologia da FCUL/INAG
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~ por paulor2005 em 30 / 04 / 2016.

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