Para Além do Parque – Espeleologia no Reguengo do Fetal.


“A sombra é maior que a luz sempre que rejeitares o que te seduz”

Buraco Roto

14ª Saída.

   19/20/21 Setembro 2014                                              Reguengo do Fetal, Batalha

 

Buraco Roto: Desobstrução, Exploração, Topografia, Recolha de dados de outros algares.

 

Elementos Presentes: Adriano Silva, André Reis, Bruno Pais, Florbela Silva, Hélio Frade, Pedro Ferreira, Pedro Pinto, José Ribeiro.

Esta exploração, apesar das datas acima anunciadas, foi iniciada em 2010 por André Reis, Hélio Frade, António Galvão e Maria Sousa que, ao detectarem uma pequena fresta em que mal cabia um mosquetão, iniciaram a sua desobstrução (passagem da lengalenga). Mais tarde e com outras explorações pelo meio tivemos o acesso a uma escalada. Já com Timóteo Mendes chegámos ao topo de uma escalada, sendo agora o ponto de exploração do início deste relatório.

Dia 19

Como combinado, encontrámo-nos Em Vialonga e seguimos (Pinto, Chouriço) para Reguengo do Fetal. Chegados e equipados, fomos em direcção ao Buraco Roto, começando a topografar às 11:30h.

O inicio do Buraco Roto.

O inicio do Buraco Roto.

Fomos avançando e estávamos maravilhados com as passagens, sifões e os meandros, sempre com areia no chão, aqui e ali muros de pedras de uma desobstrução em tempos passados ali efectuada por uma companhia de águas, com o intuito de encontrarem a linha de água que, em carga, faz brotar uma valente força de água pela nascente.

Muito trabalhinho.

Muito trabalhinho.

Bom, o tempo foi passando e começámos a sentir um pouco de fastio; tínhamos topografado o tramo principal quase até à zona da nossa desobstrução, pelo que aproveitámos a facilidade com que se chegava à entrada e almoçámos mesmo ali perto dos carros, por cima da nascente que está tapada em forma de poço e tem água todo o ano. Ficámos empatados, pois o Pinto trouxe um belo paio da terra do pai, eu um queijo de cabra em quadradinhos regado em azeite com especiarias. Com tão bom repasto rapidamente estávamos na estação topográfica nº 1.43 e recomeçámos a topografar.

Fomos avançando.

Fomos avançando.

Estávamos entusiasmados: há uns anos que o André e o Pica tinham iniciado a desobstrução da “Passagem da Lengalenga” e recentemente têm feito aqui várias intervenções, conseguindo finalmente tornar possível a sua passagem. Esta zona no seu início tem uma escorrência que, ao iniciarmos a passagem, ficamos bem molhados e fresquinhos, hihihihihihihi – ossos do oficio!!!! Seguimos a nossa tarefa até nova passagem, bastante “manhosa”. Bom haaaaaa…. eram 17:30h, decidimos regressar.

De saída.

De saída.

Às 20:30h estávamos no Álvaro a comer um Belo jantar e a definirmos planos para o dia seguinte.

Dia 20

9:30h e já nos encontrávamos todos em Fátima. Éramos uns quantos: Adriano, André Reis, Bruno Pais, Florbela Silva, Hélio Frade, Pedro Cocas, Pedro Pinto, José Ribeiro.

10:30h já no Buraco Roto e divididos dá seguinte forma:

1ª Brigada – André, Adriano, Picatchu, Cocas. Trabalhos de exploração e desobstrução pós Passagem da Lengalenga.

2ª Brigada – Chouriço, Pinto, Florbela, Bruno. Topografar bifurcações deixadas para trás e mais tarde seguir o tramo principal.

3ª Brigada – Florbela, Bruno. Quando chegados à zona de início de desobstrução, ficam a controlar a eventual subida de água, pois ali é o 1º local a ficar bloqueado.

Equipando e organizando.

Equipando e organizando.

Ora bem, a 1ª brigada foi explorando até uma zona de abatimento que bloqueava a passagem, e muito instável. O André e o Adriano prosseguiam com a desobstrução, enquanto Picatchu e Cocas exploravam e desobstruíam o topo de uma rampa que termina em argila, daquela boa. Pareciam uma escavadora, hihihiihihihi. Mais tarde, e por a zona de abatimento ser muito apertada, instável, os quatro eram uma equipa demasiado extensa. O André e o Adriano foram desobstruir a cabeceira do poço de onde se julga que vem a água; desobstrução feita, falta equipar e verificar. Entretanto, Picatchu e cocas, quais furões, foram tirando com cuidado as pedras soltas mas encaixadas umas nas outras que tapavam a “Passagem do Caos”.

Inicio da passagem do caus.

Inicio da passagem do caus.

O entusiasmo era muito e, claro, a beleza da sala pela 1ª vez por alguém pisada e com aquela imponente coluna no alto de uma elevação coberta por uma pequena capa de areia: uufff, LINDO!!!

A grande coluna.

A grande coluna.

E não ficou por aqui, pois do outro lado da elevação desce-se em rampa dando acesso a outra sala, esta de pedra lavada e, no sentido de progressão, tem ao que parece uma passagem por desobstruir.

Vai dar muito que fazer...

Vai dar muito que fazer…

O Entusiasmo era imenso, mas mais trabalho, e bem o merecemos pois é isto que nos faz crescer. Aqui, no meio das entranhas do monte, onde está molhado, tem lama, o colchão são as pedras, um punhado de amigos de valências tão diferentes, mas que por isso mesmo são uma forte equipa, consegue desbravar novos caminhos e novas galerias, VIVAAAAA!!!!!!

Uf, a 2ª brigada foi seguindo topografando as várias pontas deixadas no dia anterior. Dito assim até parece fácil, mas levámos o barco a bom porto e às 13:30h estávamos a almoçar na sala “Marmita da Mandíbula”, e que bem que soube no final o chocolate com recheio de morango, hihihihihi.

De seguida, recomeçámos a topografia da nova zona, encontrando a 1ª brigada e ficando a 3ª brigada ali a controlar uma eventual subida de água. Seguimos topografando até à ponta de exploração e a alegria já aqui descrita foi intensa e enorme.

Ossos do oficio.

Ossos do oficio…

Mas já se fazia tarde e regressámos; às 18h estávamos todos cá fora.

Entretanto, o André foi com a Florbela e Bruno recolher dados de novos algares; mais tarde eles seguiram o seu caminho e desde já, obrigado amigos, pela presença e a vossa alegria, até à próxima e que seja breve….

À noite jantamos no Álvaro, belo bacalhau e rico tintol do tabernol. O jantar prolongou-se e falámos de tudo um pouco, mas sobretudo do muito que há tempo tinha de ser falado.

Dia 21

Alvorada às 9h. Seguimos para Vale do Porto, para observamos a nascente das castilhas, já antes identificada – mais trabalho, hihihihihihi

11h, estávamos a entrar no buraco Roto, divididos em duas brigadas:

1ª Brigada: André, Cocas, Picatchu. Desobstruir o final de uma pequena passagem, junto a estação nº 1.74.

2ª Brigada: Pinto, Chouriço. Topografar o tramo da entrada à esquerda da gruta.

13.30h encontrámo-nos à entrada com missão cumprida e mais novidades……. Almoçámos mesmo ali e tínhamos mais 50m de gruta para topografar.

Bom, seguimos para aquela que é agora a zona mais funda da gruta, -24m. Após a desobstrução, entrámos num meandro em forma de gota invertida mas com muita laminha, hihihihihii, e mesmo ali a meio lá estava uma inscrição do NEL; mais tarde percebemos que no início deste meandro no tecto existe uma passagem agora obstruída com argila.

Zona de muita argila.

Zona de muita argila.

De certeza que o camarada “nelito” passou por ali, hihihihihihi. Bem, seguimos; este tramo muda várias vezes de configuração, terminando numa diáclase com cerca de 6m de altura. Completámos a topografia e às 16:30h todos na rua.

Roupa mudada e fomos até ao centro de Reguengo do Fetal, onde continuámos a conversa com os conterrâneos com quem no inicio do dia o André e o Pica tinham estabelecido contacto, hihihihihihi. E assim foi, o Sr. Zé Menino, levou-nos até ao desaparecido Algar do Caramulo e ainda procuramos outro, mas esse fica para a próxima.

No final seguimos até ao espeleo-barracão, organizámos as coisas, muito cansados mas muito realizados.

FOI DURO, INTENSO E MUITO PRODUTIVO………..

 

Picatchu, Chouriço, André.

buraco rotoP

Planta, Buraco Roto.

Projectado para A1, Planta do Buraco Roto:

buraco rotoP

Amigos tem sido de facto uma grande exploração, é duro mas se fosse fácil já estaria feito.

Felizmente temos amigos que nos têm ajudado bastante. Desde já agradecemos também por este meio a camara da Batalha, a Junta da Freguesia do Reguengo do Fetal ao Sr. Horácio e ao Sr. António Neto, que tanto têm feito para que a obra avance……

Abraço

 

 

 

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~ por josechourico em 3 / 04 / 2015.

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