ALGAR DA COVA DO COELHO


Esta cavidade é de pequenas dimensões, abrindo-se a sua entrada no topo da Costa de Minde na extremidade Norte do Planalto de Sto. António, permitindo uma magnífica vista sobre o polge a partir da sua entrada. Esta cavidade foi explorada e  topografada no âmbito dos trabalhos do grupo de São Bento, cujos trabalhos  se têm centrado na zona central e Sul do planalto de Sto António.

A actividade foi realizada a 20 de Fevereiro de 2011, tendo participado os seguintes espeleólogos:  Orlando Elias (então NEALC, agora AES), Nuno Fernandes (então AES agora GEM), Sara Brito (CEAE-LPN), Paulo Rodrigues (então AES, agora GEM/NALGA) e Olga José (CEAE-LPN). Como já se passaram uns anos é possível que tenha estado mais gente presente, mas já não me lembro, que se acuse.

A cavidade tem um desenvolvimento reduzido, sendo composta por uma galeria que na sua parte final dá acesso a um poço. O fundo do poço dá acesso a dois poços menores, um dos quais se for desobstruído poderá permitir aceder a uma continuação da gruta (ver topografia para localização do local).  A boca da gruta abre-se numa costeira fazendo lembrar um abrigos segundo a definição de Rodrigues et al, 2007.

A gruta em um desenvolvimento planimétrico de 14m, uma profundidade de 13m e um desenvolvimento de 27  m.

Geologia

De acordo com a Folha 27-A da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000, a gruta em estudo desenvolve-se na formação de Margas e Calcários Margosos do Zambujal, datada do Aaleniano inferior a Bajociano Inferior (base do Jurássico Médio) . As camadas estavam na zona da gruta subhorizontais embora se admita uma ligeira inclinação para Sul, de acordo com a inclinação regional.

O poço é controlado estruturalmente por uma fratura de atitude E-W/vertical. A galeria não apresenta nenhum controlo estrutural evidente, apesar do seu desenvolvimento para Sul, poder indiciar algum controlo pela atitude das camadas que regionalmente inclinam ligeiramente para Sul.

Topografia da Cova do Coelho

Topografia da Cova do Coelho

A génese da cavidade não é clara. Será a galeria o que resta de um pequeno e antigo colector (dada a cota a que situa (507m) há muito que deverá ter cessado a circulação de água) e o poço funcionado como modo das águas passarem a circular em níveis inferiores, quando o nível de base baixou? Ou será o poço  um vadose shaft, de acordo com a definição de Baroñ, 2003, intersectado pelo recuo de um abrigo que foi penetrando pelo interior da escarpa? Ou poderá trata-se de qualquer outro caso.

Referência bilbliográficas

  • Baroñ, Ivo (2003) – Speleogenesis along subv ertical joints: A model of plateau karstshaft development: A case study: the Dolný Vrch Plateau (Slovak Republic), Cave&Karst Science 29 (1), 2002, 5-12.  010
  • Rodrigues, M.L., Cunha, L., Ramos, C., Pereira, A.R., Teles, V., Dimuccio, L. (2007) “Glossário Ilustrado de Termos Cársicos”
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~ por paulor2005 em 9 / 01 / 2014.

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