Nova Descoberta – Algar dos Alecrineiros Sul (-220m)


Corte planificado

Após algumas  largas semanas dedicadas a outra lides voltámos aos Alecrineiros Sul, para aquela que foi a saída mais húmida dos últimos tempos, com direito a duche a partir dos 140m, mais coisa menos coisa.

No âmbito dos trabalhos do GESB, fez-se a 16 de Janeiro  mais uma saída ao algar dos alecrineiros-sul. 

O objectivo desta actividade o era alargar uma passagem que havia sido descoberta pelo nosso amigo Orlando Elias(NEALC) quando de uma das suas participações em outros trabalhos neste algar. A equipa foi constituída por:
Orlando Elias(NEALC),   Paulo Rodrigues(AES/NALGA) e Pedro Robalo(AES/NALGA). 

Os resultados foram prometedores, a passagem a alargar era junto da cabeceira do P39(-170) e deu acesso a um novo poço de 20m, ficando o seu fundo a -193m. Este termina num caos de blocos que comunica com o P39 na zona do fraccionamento mas sem possibilidade de continuação. No entanto e depois de observar a topografia,talvez exista uma possibilidade de continuação no caos de blocos da plataforma do inicio do poço, trabalho a rever. 

Foi uma saída de duras condições devido as chuvas que se fizeram sentir na semana anterior, no entanto muito útil para observar vários fenómenos importantes da infiltração da água neste algar.

Os últimos 20m do P50, aqui eram um autêntico chuveiro.

Factos a realçar: Os últimos 20m do P50 são uma autentica cascata que se some na base do poço e volta a aparecer no P40 a seguir ao fraccionamento.
O P11 (poço terminal) estava com 1m de água no fundo e recebe outra cascata que vem da base de umas chaminés paralelas, esta altura de água confere com  a marca nas concreções observada no fundo do poço, quando sem água. 

Apesar de não termos lá ido espreitar, devido ao adiantado da hora, na zona da fractura, de onde por vezes tem corrente de ar, ouvia-se um barulho de água a cair em cascata.

Aproveitou-se para desequipar o P11 e o P39. Neste momento o algar têm 386m de desenvolvimento e -220 de desnível máximo.
 

Duas notas a referir: Esta foi uma saída boa para manter a linha  já que se tiveram de carregar 3 baterias e um berbequim durante uns longos 2x170m e  que os  víveres ficaram fora da gruta, só se deu pela sua falta no local da desobstrução.

Os viveres fizeram muita falta, o berbequim e as baterias… nem por isso, no entanto já começa a ser um clássico das nossas expedições.

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~ por Membro suspenso em 28 / 01 / 2010.

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