As Crónicas da Contenda – A Trilogia (Episódio I-Julho 2009)


Este ano graças à colaboração de um vasto número de espeleólogos e de associações foi possível ultrapassar as melhores expectativas que tínhamos para os trabalhos na gruta da Contenda. Os trabalhos realizados incluíram levantamento topográfico e geológico, escalada, espeleomergulho e ainda desobstruções.

Foi no entanto uma campanha com algumas atribulações e inclusive alguns episódios caricatos.

O corrimão Foto: GEM

A campanha foi longa, de modo que apresentamos aqui as crónicas da Contenda divididas em três partes. Cada uma das partes corresponde ao um dos meses pelo qual se prolongou a campanha (Julho,  Agosto e Setembro). Começamos  pelo mês de Julho.

As primeiras tarefas realizadas foram um reconhecimento do nível da água na gruta  e a continuação da escalada de uma chaminé, situada perto do lago que antecede a zona dos poços.  Os membros da equipa pertencem às seguintes associações/grupos:  AES, Alto Relevo, GEM e NALGA.

Companheiros de topografia: Mendes e Pinheiro Foto: P.M.Robalo

A actividade seguinte foi marcada pelo recomeço dos trabalhos topográficos de fundo, com o inicio da topografia da galeria superior. A galeria que apesar de horizontal, não deixa ter uma
progressão tortuosa, mesmo assim permitiu uma operação topográfica de alguma rapidez, ficou então ainda muito por topografar desta galeria.  Estiveram presentes sócios das seguintes  associações/grupos  AES, NALGA  e NEUA.

O belo do caracol

Ainda em Julho iniciaram-se os trabalhos de reconhecimento, topografia e levantamento geológico da galeria do sifão lateral. A galeria foi topografada até onde o nível da água o permitiu na altura. As associações/grupos presentes foram a AES e NALGA.

Passagem do lago final. A água está sempre fresquinha.

Ainda no mesmo mês a equipa realizou o levantamento topográfico e geológico de um poço cuja boca se abre na base da 1ª poço da gruta.  Apesar da maior parte deste poço se descer com uso de amarrações naturais, no último troço teve-se de cravar um spit, que aliás substitui outro, já existente mas que se encontra inoperacional.  O poço, cujo fundo se encontra coberto por uma espessa (embora muito fluída, aquando da visita) camada de argila,  termina no que parece ser um sumidouro, também ele coberto com argila. As características do poço levam a supor que este fique completamente preenchido por água, quando o nível freático sobe, e que a argila se deposite por decantação à medida que o nível de água desce lentamente. A água provavelmente infiltra-se pelo sumidouro acima referido. A topografia foi feita sob uma autêntica chuva de lama, que vinha dos níveis mais elevados do poço,  como não havia papel milimétrico impermeável tivemos mesmo de usar o quadriculado.

A escalada artificial Foto:GEM

Ainda nessa actividade a já longa e mítica escalada artificial da chaminé levou mais um impulso e ficou perto da sua conclusão. Embora ainda não se tivesse chegado ao topo da chaminé,  atingiu-se uma zona em rampa, muito inclinada, mas onde a progressão parecia ser bastante mais fácil do que até ali. A falta de tempo não permitiu então concluir esta tarefa.

Resalto antes do lago final.

Este fim de semana foi particularmente produtivo, no Domingo ainda se continuou a topografia da galeria principal e iniciou-se o levantamento geológico da mesma galeria. Estiveram presentes sócios das seguintes: associações/grupos:  AES, Alto Relevo, LPN-CEAE e NALGA.

Seguem-se em breve (esperemos) mais episódios desta saga.

 

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~ por paulor2005 em 1 / 01 / 2010.

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