A (Re)Descoberta na Gruta de Alvide


Robalo
Já ouvira relatos que se havia feito um acampamento subterrâneo na gruta de Alvide, mas até á data ainda não encontrara na gruta um local adequado a tal.
Quando eu e o Paulo Rodrigues estávamos quase a dar por terminada a topografia da gruta de Alvide, eis que surge a (re)descoberta de uma nova passagem ainda não vista por nós. Num primeiro reconhecimento surgiu uma pequena sala que dava acesso a mais uma diáclase com orientação E-O, para Este acedia-se a mais pequenas galerias ricamente ornamentadas com espeleotemas que muito nos surpreenderam pelo seu bom estado de conservação. Para Oeste surgia um poço, e na cabeceira deste, uma passagem para norte com corrente de ar. Segui a corrente de ar, e eis que surge uma grande sala em forma de triângulo com cerca de 10m de comprimento por 6m de largura máxima. Desta sala seguiam outras galerias, que não foram prospectadas por falta de tempo mas que podem vir a ter alguns desenvolvimentos. Sem duvida que a gruta de Alvide não nos pára de surpreender, reencontra-mos pois o local onde havia sido efectuado o acampamento e ainda existiam na sala vestígios dessa ocupação.
Alvide é pois uma cavidade difícil de abandonar, teremos que explorar e continuar a cartografar todas estas (re)descobertas, para que a gruta de Alvide tenha finalmente um registo acessível e digno da sua importância na história da Espeleologia Portuguesa.
“Baixa Pombalina” diaclase_e_w
Aspecto das diaclases E-W

Os trabalhos realizados não se ficaram pela continuação da topografia do 3ºnível, foi também explorado e topografado um troço recém descoberto do 2ºnível, que se revelou de pouca continuação, mas que ainda contribuí com mais 7m de desenvolvimento para a cavidade.
A equipa foi constituída por Álvaro Jalles (AES), Cláudio Cortez (AES), Mário Matos (AES), Paulo Janela (AES), Paulo Rodrigues (NALGA/AES) e Pedro Robalo (NALGA/AES).

Álvaro e Mario (foto: C.Cortez)

A gruta de Alvide começa já a contar com um desenvolvimento muito considerável para a sua área de inserção.
Dados espeleométricos já obtidos: 468m de desenvolvimento e 28m de desnível, e continua…

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~ por Membro suspenso em 7 / 01 / 2008.

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