Carta aberta aos sócios da S.P.E.
Cuidado eu já FUI EXPULSO !!!!!
Terminou em 27/01/2007 , data do congresso …………. a saga que começou sabe Deus quando, que inclusive até meteu transcrição de conversas de um blog, e que teve como propósito primeiro a minha expulsão da SPE.
Acredito que o segundo propósito seja um aviso à navegação para aqueles que se atrevam a não pactuar ou a discordar com as actuações da direcção da SPE.
Não podia deixar de dar a conhecer estas linhas que foram escritas porque entendo que fui alvo de uma actuação injusta, por parte da Direcção da SPE, e que culminou com a minha expulsão.
E servirá também, em última análise, à reposição da verdade, perante quem não me conhece, pois quem me conhece sabe como vivo a espeleologia.
Tudo começou, na parte visível, com um telefonema do Presidente da SPE, para o meu telemóvel, no dia 13 de Novembro de 2006, a convocar-me para uma reunião no dia 16 de Novembro de 2006, telefonema esse por volta das 22:00 horas.
O presidente da SPE aquando do referido telefonema apenas me informou que a reunião serviria para discutir o mau ambiente, sentimentos de indiferença e ouvir a minha opinião sobre a SPE. Nunca em momento algum fui informado que o objectivo desta reunião seria para “evitar agravar a situação de exclusão do sócio Pedro Robalo”, em geral ou em particular para discutir uma situação de possível sanção disciplinar – estes alguns dos termos constantes da acta que foi elaborada, relativa à referida reunião.
E sugeriu ainda que eu “tivesse cuidado com o que ia dizer”, o que me levou a ficar desconfiado das intenções por detrás desta convocatória. Já no final da conversa telefónica, quando inquirido acerca da autorização para a saída do sábado seguinte, o presidente da SPE, afirmou que apenas responderia a essa questão após a reunião. De referir que a autorização para a dita saída havia sido pedida, com cerca, de um mês de antecedência.
Através da leitura dos extractos da acta dessa reunião, que me foram cedidos, cerca de 2 meses depois da mesma se realizar, após minha insistência para o seu envio, tomei conhecimento que estava a ser feita uma monitorização, por parte da Direcção da SPE, ao conteúdo dos e-mail presentes no fórum “Espeleo_pt”.
Tal monitorização é realizada quer sobre o que os sócios da SPE escrevem no referido Fórum, quer sobre o que os membros doutras associações escrevem.
Esta prática, de monitorização, seguida de sanções aplicadas a sócios, como é o meu caso, que fazem no referido Fórum afirmações que desagradam à Direcção, ou a alguns dos seus membros, não me parece de todo a mais correcta.
Pois é, quem não deve não teme……
Na acta de que me foi enviado extracto, e caso a mesma corresponda ao que efectivamente se passou na reunião, e não tenha sido fabricada à medida para a minha expulsão, é ainda referido o meu fraco desempenho enquanto tesoureiro da SPE…….,
Mas o meu fraco desempenho, referido na acta da reunião de 16 de Novembro deve-se ao facto de, apesar de todos os meus esforços e conforme referido na minha carta de demissão de tesoureiro, que apresentei em 23/01/2006, “embora eleito já há quase três anos, nunca ter tido acesso quer às contas quer aos respectivos documentos de suporte”, ou seja, desde que fui nomeado para aquele cargo nunca o exerci, já que o Presidente da SPE, por razões que desconheço, nem quero conhecer, chamou a si essa responsabilidade, tratando de tudo o que se relacionava com aquelas funções.
Razão pela qual, aliás, nunca eu apresentei quaisquer contas anuais nem assinei quaisquer documentos, nem estou em condições para o fazer.” Acrescento ainda que de acordo com o art. 72º do Cap. VIII dos estatutos da SPE a Direcção Nacional deverá ter uma conta bancária onde depositará os seus fundos, movimentando-os através de cheques assinados obrigatoriamente pelo Presidente e Tesoureiro. Enquanto tesoureiro, durante trinta e dois meses, nunca tive acesso às contas e nunca me foi pedido que assinasse qualquer cheque, sendo certo que tenho conhecimento que durante o meu mandato foram emitidos vários cheques que nunca me passaram pelas mãos. A supra mencionada acta refere que na “antiga sede existia um dossier, onde eram arquivados os extractos do banco, ao qual qualquer membro da direcção tinha acesso”. Se este dossier existia nunca fui informado de tal, nem do seu paradeiro antes e após a demolição da antiga sede.
Recorde-se que desde o início de 2004 que a antiga sede deixou de existir, tendo o seu recheio sido sumariamente encaixotado e armazenado.
Ou seja, por me ter demitido de um cargo que nunca exerci, porque o Presidente da SPE entendia que “contas era com ele e não com o tesoureiro” também estou a ser penalizado….., é que não podendo pactuar com esta situação demiti-me e o caricato é que nem todos estes motivos juntos são no meu entender motivo para suspensão ou expulsão, muito menos quando são votadas num congresso onde todos os votos são ocupados ou nomeados pela Direcção……
Felizmente está tudo escrito.
Pois é, mais uma vez, quem não deve não teme …..
Tudo tem um ciclo e este ciclo há-de terminar…….. e a ESPELEOLOGIA na SPE há-de ficar mais rica………………………..



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