O buraco que intriga os espeleólogos lusitanos.

•11 / 04 / 2013 • Deixe um comentário

Algar dos Cós Carvalhos

•18 / 01 / 2013 • Deixe um comentário

Agora que andamos a pôr em dias as topografias atrasadas chegou a vez do algar do Cós Carvalhos. Os nossos amigos do SSAC fizeram-nos chegar a mensagem de que este algar poderia ter potencial. Ainda entusiasmados com o fim recente da campanha do Alecrineiros Sul, resolvemos em Janeiro de 2011, pôr mãos à obra e no fresquinho desse mês topografar a gruta e proceder a uma desobstrução no fundo do poço.

Como se pode ver nas topografias tivemos muito companheiros a participar, mas o grosso da desobtrução esteve como de costume a cargo de Orlando Elias e André Gaspar. A desobstrução prolongou-se por cerca de 4/5m, alargando uma fractura, tendo-se abandonado a desobstrução quando o fundo da fractura se revelou obstruído com blocos.
As saídas em que se fizeram estes trabalhos, a saber a 18/12/2010, 16/1/2011, 22/1/2011  foram já divulgadas em alguns post deste blog, tendo participado espelólogos do GEM, NEL, AESDA e AES entre outros.

Para matar saudades é só carregar aqui:

http://nalga.wordpress.com/2010/12/23/algares-para-todos-os-gostos/

http://nalga.wordpress.com/2011/03/14/cos-carvalho-de-volta-a-carga-no-planalto/

A topografia fica aqui:

Planta do Algar Cós Carvalho

Planta do Algar Cós Carvalho

Algar Cós Carvalhos - corte

Algar Cós Carvalhos – corte

Do ponto de vista geológico o algar parece tratar-se de um “vadose shaft” formado por infiltração de água do epicarso e controlado estruturalmente por descontinuidade de atitude entre 290-300º/verticais (a notação está em azimute).  A gruta desenvolve-se segundo a Folha 27- A da Carta Geológica de Portugal à escala 1/50000 na formação de Calcários de Chão das Pias datadas do Bajociano inferior a Bajociano. A atitude das  camadas é próxima da horizontal.

Algares da Atalaia I e II

•4 / 12 / 2012 • Deixe um comentário

O tempo passa e as topos não passam para o papel. Foi já em 2011 que estes dois pequenos algares foram topografados por José Silva (ARCM) e Paulo Rodrigues (AES/NALGA) aquando de uma actividade inserida no grupo de S. Bento.
Os dois algares situam-se próximos um do outro, não muito afastados do vértice geodésico da Atalaia, na localidade de Chainça, freguesia de São Bento, concelho de Porto de Mós.  Os algares Atalaia I e II têm respectivamente os códigos A1 e A2 do cadastro de S. Bento.

A topografia indica as coordenadas, e uma ficha de equipagem sumária (falta o comprimento da corda).

Do ponto de vista da geologia os dois algares desenvolvem-se na formação dos Margas e calcários margosos de Zambujal (a mesma formação onde se encontra a Cova da Velha), com um  controlo estrutural, pelo menos parcial, por fracturas de atitude N-S/Vertical. Estes algares são interpertados como sendo “vadose shafts”, uma tradução para português seria “algares de infiltração”, funcionado basicamente como descontinuidades por onde  a água proveniente do epicarso se infiltra em profundidade, corroendo o calcário até que a acidez da água se esgote.

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Topografia do algar Atalaia I

Topografia do algar Atalaia II

Topografia do algar Atalaia II

Algar 14 – O início da saga da BR

•2 / 11 / 2012 • 2 Comentários

Localização na carta militar

O trabalho de topografia desta cavidade foi o início dos trabalhos desta Brigada do Reumático (vulgarmente tratada por BR), que se auto-intitulou assim devido ao facto de já não conseguir participar em actividades espeleólogas mais que uma vez por mês. É que a idade e os compromissos da vida não o permitem mais, nós crescemos e connosco as nossas responsabilidades na vida e nem sempre dá para continuarmos a fazer o que mais gostamos. Mas quando o amor por estas coisas é grande, nada como definir objectivos e corremos atrás deles. Só assim é que as coisas se fazem e aparecem … Assim definimos o objectivo de uma gruta por mês.

No dia, 21 do mês de Janeiro de 2011, para desenferrujar os conhecimentos topográficos foi decidido pela BR avançar com a topografia de uma cavidade, e assim juntamente com outros amigos espeleólogos lá enfrentamos o frio de um dia bem molhado e gelado de Janeiro para procurarmos no campo um algar mencionado numa exploração de um grupo francês e assim demos início ao nosso objectivo de sairmos pelo menos uma vez por mês. Este foi o resultado da nossa 1ª saída..

Topografia do Algar 14

Este trabalho consistiu na execução da topografia de um Algar no Planalto de Sto. António.  A gruta conhecida como Algar 14 foi descoberta por um grupo francês e fica perto do Algar do Chou Jorge. As coordenadas em Datum ED50 são: 29S 0517253 / 4372388

A exploração e topografia foram realizadas a 21 Janeiro de 2011 por José Ribeiro (Zé Chouriço), Paulo Camelo, Pedro Frade, Rute Frade, Dário Batista e Sandra Lopes do CEAE. Participaram também Patrícia, Tânia Borges, Pedro Costa, André Reis, Hélio Frade, Sérgio Orantos e Filipe Neves, a bater o terreno em redor.

Após um poço um pouco sinuoso, no fundo encontramos uma sala de grandes dimensões. Nesta sala encontramos 2 pontos que têm corrente de ar o que poderá indiciar uma possível continuação ainda por descobrir nesta cavidade.

Croqui de Montagem do Algar 14

O objectivo da BR persiste e tem contribuído muito, não só para o crescimento das  pessoas da BR mas também um pouco para todos à nossa volta. É também com o intuito de contribuir para o crescimento e conhecimento que se decidiu publicar no NALGA o resultado do 1º trabalho da BR.

“Foi um dia de muito frio mas como sempre com muito boa disposição e no final partimos enregelados mas bem quentinhos por dentro pelas aventuras que vivemos.”

Campanha da gruta do Mindinho-2012

•4 / 10 / 2012 • 1 Comentário

Caros amigos

A campanha da gruta do Mindinho de 2012 foi, por motivos de autorização de exploração concedidas pelo ICNF, dividida em duas partes.
O primeiro período, concedido  ao  grupo de trabalho foi:

  • Mês de junho: dias 2, 3, 9, 10, 16, 17, 23, 24 e 30;
  • Mês de julho: dias 1, 7 e 8.

Durante este período foi realizada a equipagem da gruta, topografia,  instalação de tubagem e cabo elétrico e o bombeamento até ao sifão S6, onde a exploração havia terminado no ano de 2011.

De seguida uma associação externa a este grupo de trabalho, teve o seu período de exploração da gruta, ressalvando nós que após o término deste período encontramos a gruta exatamente com os mesmos sifões abertos que haviamos deixado. Ressalva-se o fato do equipamento deixado na gruta ter ficado em bom estado de conservação.

A segunda parte da exploração foi  realizada no segundo período, concedido a este grupo. A saber:

• Mês de Setembro: dias 8, 9, 15, 16, 22, 23, 29, 30

Os trabalhos realizados foram os seguintes:    Bombeamento do sifão S6A (sifão do ressalto) ,bombeamento do sifão S7 (sifão baixo) ,  topografia.   Os sifões S6A (sifão do ressalto) e S7 (sifão baixo) foram abertos com uma combinação de bombeamentos com bombas submersíveis, bombeamento por gravidade e espeleomergulho.

Os sifões atravessados nesta campanha, com exceção do S6A por impossibilidade técnica, foram deixados equipados com tubagem que permite a sua abertura por bombeamento gravítico.

A Campanha do Mindinho de 2012 terminou com mais 90m de gruta topografados. Grande parte deste trabalho foi conseguido já na segunda fase da campanha. Infelizmente as ultimas chuvas vieram fazer encerrar a campanha por motivos de segurança e económicos. Ficamos assim a pensar que no próximo ano ,com mais tempo e apoio de todos,  conseguir voltar ás zonas visitadas nos anos oitenta e tentar continuar a ponta de exploração.

Os trabalhos foram realizados graças aos esforços de cerca de 20 espeleólogos das Associações: AES, ARCM, GEM, NEALC e NEUA.

Um enorme agradecimento a toda a equipe, amigos e associações envolvidas. Deixamos aqui disponível a ultima versão da topografia de 2012.  Já começamos a trabalhar para o próximo ano e contamos com todos. Bem hajam.

Topografia de 2012

Implantação sobre fotografia aérea.

E surge o NABUC

•4 / 10 / 2012 • Deixe um comentário

É com alegria que vemos surgir mais um grupo de espeleologia o NABUC- Núcleo de Amigos dos Buracos da Cesarda e já com trabalho para mostrar e tudo.

O site http://nabuc.webnode.pt/ apresenta já os resultados das primeiras prospecções e um croqui de umas das grutas exploradas. Que continuem o bom trabalho e vemo-nos nos buracos.

As grutas do Planalto de Sto. António

•5 / 08 / 2012 • Deixe um comentário

O NALGA resolveu arrancar com uma nova página: “As grutas do Planalto de Sto. António” basta seguir o link: http://nalga.wordpress.com/as-grutas-do-planalto-de-sto-antonio/ para lhe ter acesso

O Planalto de Sto. António está entalado entre as Serras de Aire e Candeeiros, constituindo uma vasta área do Maciço Calcário Estremenho (MCE) e que tanto trabalho tem merecido por parte da comunidade espeleológica. O objectivo desta página é ir divulgando informação sobre as grutas do Planalto, sejam topografias, coordenadas, informação de geologia, biologia à medida que for sendo tornada disponível.

Já agora uma pergunta, de acordo com a reduzida informação disponível, a maior parte do Planalto drena para a nascente do Alviela. Ora se a grande maioria das nascentes do MCE tem além das galerias activas, galerias na zona vadosa, veja-se o caso por exemplo da nascente do Almonda onde estão as galerias da zona vadosa da gruta da nascente do Alviela? Supomos que é ir à procura delas.

Para arrancar com esta página começamos com a topografia de uma “clássica” o algar da Cheira. A topografia foi realizada durante o último curso de nível II de 2011 da AES e do GEM, os trabalhos de campo foram levados a cabo, sob supervisão, pelos instruendos e o Vitor Amendoeira (GEM) desenhou a Topografia.
Do ponto de vista da geologia o “algar da Cheira” é uma galeria de origem freática, actualmente na zona vadosa inactiva. A gruta encontra-se no estado fóssil com abundantes abatimentos  e muitas concreções. O “poço” de entrada resultou de um destes abatimentos. O tecto apresenta algumas zonas sub-horizontais devido aos abatimentos do tecto ocorrerem preferencialmente a partir das superfícies de estratificação que tal como as camadas estão sub-horizontais.  As paredes da gruta ainda apresentam  zonas com formas arredondadas a fazer lembrar a origem da galeria por corrosão das águas de circulação. O controlo estrutural não é evidente, apenas no poço de entrada é clara a presença de uma fractura de atitude aproximada N20E/Vertical. A direcção geral de desenvolvimento da gruta NW-SE sugere  que deverá estar presente algum tipo de controlo estrutural. Recorde-se que segundo a Folha 27-A Vila Nova de Ourém da Carta Geológica de Portugal, a atitude regional das camadas é aproximadamente NW-SE/10S.

Topografia do Algar da Cheira

Esperemos que se sigam mais grutas

 
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